sábado, 24 de fevereiro de 2018

Preconceito & Racismo


preconceito de uns + indiferença de outros = racismo

As origens do preconceito e do racismo

Sei que a proposta desta postagem é presunçosa, uma vez que estas atitudes são um somatório de contextos e características sociais, familiares e pessoais, sendo ainda mutáveis ao longo do tempo. Como já presumia ao iniciar as pesquisas para escrever este texto, encontrei mais indicações e reflexões do que respostas prontas e definitivas. Do que vi, me pareceu aceitável elaborar um esquema que permita estabelecer uma cronologia e aspectos essenciais, presentes na maior parte das situações que conduzem à um processo coletivo de preconceito e racismo, que motiva guerras e violências como massacres, terrorismo e escravidão.

O Dicionário Online de Português mostra as seguintes definições:
Preconceito:
- Intolerância; repúdio demonstrado ou efetivado através de discriminação por grupos religiosos, pessoas, ideias; pode-se referir também à sexualidade, à raça, à nacionalidade entre outros.
- Prejulgamento; juízo de valor preconcebido acerca de algo ou de alguém cujo teor é construído a partir de análises sem fundamentos e/ou reflexão.
- Cisma; convicção fundamentada em crenças ou superstições.
- Forma de pensamento na qual a pessoa chega a conclusões que entram em conflito com os fatos por tê-los prejulgado.
Racismo:
- Preconceito e discriminação direcionados a quem faz parte de uma raça ou etnia, causando separação racial.
- Comportamento hostil dirigido à pessoa ou grupo social que pertence a outra raça e/ou etnia. 
- Reunião dos conceitos que afirma existir uma hierarquia entre etnias e/ou raças.
- Sistema doutrinário que afirma a superioridade de um grupo racial em comparação a aos outros.
Discriminação:
- Segregar, separando, isolando, desunindo;
- Tratar pessoa(s) de forma injusta, de maneira diferenciada e condicional, por motivos de diversidades sexuais, raciais, religiosas, idade, etc,; 
Discernimento; capacidade de distinguir ou estabelecer diferenças.
- Discriminação positiva. Reunião de regras ou leis que visam proteger grupos socialmente segregados, atribuindo determinadas proteções e direitos específicos a esse grupo, com o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades.
 
Nem todo preconceito é racista, mas todo racismo é preconceituoso! 
Penso que um preconceito seja um conceito antecipado (um pré+conceito) sobre algo de forma generalizada, causando uma rotulação que não estimula análises individuais e exceções. O preconceito pode ser positivo (Ex: tudo que é feito de ouro é elegante!), mas geralmente tem uma significação negativa (Ex: tudo que é feito de ferro não tem valor!) e pode ter caráter ideológico, político, religioso, financeiro, cultural, sexual, racial, entre outros. 
Para se chegar a um racismo, é necessário que uma determinada raça/etnia se ache superior a todas as outras (tendo sobre si um preconceito favorável) ou que considere uma (ou mais) raça(s)/etnia(s) inferior(es), tendo sobre o(s) outro(s) um preconceito desfavorável. 

Diferença entre raça e etnia
Raça é determinada por um grupo com as mesmas características biológicas, enquanto etnia trata sobre aspectos culturais e linguísticos. 
Cientificamente, a espécie humana não possui subespécies e, portanto, só existe uma raça: a raça humana! Os conceitos de "raça negra", "raça branca", e outras variações são convenções sociais. A palavra etnia é derivada do grego ethnos, que significa "povo que tem os mesmos costumes".
Levando em consideração os estudos de comportamento com os atuais primatas e por dedução, acredito que o preconceito exista desde a pré-história, quando os hominídeos (família de grandes primatas, que inclui os ancestrais dos humanos, chimpanzés, gorilas e orangotangos) mais fortes, achando-se superiores aos demais machos e fêmeas do seu grupo, se reservaram ao direito de ter mais comida, habitar em locais melhores e copular com todas as fêmeas que desejassem.
Na medida em que o grupo aumentou em número, os mais fortes criaram alianças com outros que consideravam úteis e este grupo reservou para si condições mais favoráveis dentro do grupo (estabelecendo um preconceito de elitismo acerca de si mesmos). Uma vez dominado o grupo e a região onde este habitava, a necessidade de locais mais adequados à sobrevivência levou ao ataque e dominação de outros grupos para controlar os recursos de seus territórios. Mesmo que não fossem escravizados de imediato, os dominados seriam vistos como inferiores em relação aos pertencentes ao grupo dominante.
Com a expansão da raça humana pelos diferentes continentes do planeta, a adaptação biológica aos diversos ambientes causou variadas características físicas e culturais, o que favoreceu ao preconceito e discriminação com os diferentes da forma de ser e agir da maioria daqueles com os quais se vive e identifica, tendo como desdobramento o racismo.


Ao longo da história da humanidade, perpetuou-se a dinâmica de dominação dentro dos bandos e destes para outros grupos, com adaptações na medida em que as sociedades se tornavam mais complexas. Tribos, cidades-Estado, reinos e impérios  em todos os continentes  praticaram o escravismo com seus próprios membros e com pessoas de outros povos (e para tanto é necessário que haja a concepção de que os escravizados são diferentes e inferiores a você).
Mesopotâmios, egípcios, chineses, gregos, romanos, persas, astecas, incas – entre outras nações  registraram em sua história, com orgulho e como sinal de poder, a dominação e aniquilação de povos vizinhos ou inimigos, também de minorias que se rebelavam contra as normas dos governantes. Massacres étnicos foram, e ainda são, usuais por todo o planeta como forma de manter o predomínio na política, econômica e religião em determinada região.

Se considerarmos os "pré+conceitos" como mecanismos mentais para agilizar a percepção e (re)ação, somos preconceituosos por ser uma forma econômica e eficiente de pensar e agir, baseada em rótulos de associações generalizadas, que não levam em conta, em um primeiro momento, características específicas. Como seres animais, essa economia de tempo permite melhores condições para defesa ou ataque, aumentando a probabilidade de sobrevivência. Como seres sociais, nos permite aumentar a probabilidade de lucro ou esquiva de prejuízo. Devido à sua utilidade, os preconceitos são inevitáveis.  
As práticas culturais mantém, extinguem ou criam preconceitos, de acordo com o tempo e espaço onde se vive. Se é mais fácil controlarmos nossas ações do que nossos pensamentos e emoções, não conseguindo deixar de ter preconceitos, devemos investir em ações educacionais que mudem e reforcem o aculturamento que reprove e contenha atitudes prejudiciais baseadas na intolerância, desrespeito e violência, que levam às humilhações, agressões, racismo, escravismo, estupros, torturas, guerras e toda uma série de ações – individuais e coletivas – que dão vazão ao que de pior há na natureza humana.

A maioria dos seres humanos tende a se reunir em grupos com percepções e ações semelhantes, objetivando evitar desnecessários desgastes e aumentar a probabilidade de conseguir resultados desejados com menor esforço e tempo. A comodidade e a segurança proporcionadas pela afinidade levam à disposição para a hostilidade quando estão em disputa elementos essenciais ao conforto e à vida, como um lugar para viver, um trabalho ou uma forma de se defender de agressões. Portanto, quanto mais confortável for a situação coletiva, menor incentivo e tolerância ocorrerão quanto a preconceitos individuais, e quanto pior estiver a situação social, mais tolerados e incentivados serão os preconceitos, como forma de preservação.
preconceito não | preconceito sim
reconceito : alterar o conceito
Imagem: Sylvio Bazote

Fontes de referência:

Significados
Preconceito
Racismo 
Significado de raça e etnia 

Wikipédia
Discriminação 

Rede Brasil
Males do racismo 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Você merece!

Comportamento Geral
Gonzaguinha

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre "Muito obrigado"
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal

E um Fuscão no juízo final
Você merece, você merece

E diploma de bem comportado
Você merece, você merece

Esqueça que está desempregado
Você merece, você merece

Tudo vai bem, tudo legal

Esta música foi gravada em 1973, e devido aos avanços e retrocessos que caracterizam a história brasileira, infelizmente se mostra atual, denunciando e ironizando o desamparado e a amargura dos pobres e trabalhadores diante de uma elite empresarial e política sem visão e compromisso com a coletividade da nação. 
A recente deforma reforma trabalhista é algo que o povo merece, por suas escolhas nas equivocadas ações e omissões!

Vídeos:

Áudio da música original:



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Gonzaguinha explica o contexto da música e censura da época:



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Daniel Gonzaga  filho de Gonzaguinha  canta neste vídeo lançado em 2008:




Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 – Renascença, 29 de abril de 1991) foi um cantor e compositor brasileiro.
Caracterizado por uma postura de crítica à ditadura, foi visado pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) durante o regime militar no Brasil (1964-1985). Assim, das 72 canções mostradas a esse órgão, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, "Comportamento Geral". Neste início de carreira, a apresentação agressiva e letras ásperas aos meios de comunicação valeu-lhe o apelido de "cantor rancor". Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 1970, começou a modificar o discurso e a compor canções de tom mais agradável para o público.
Gonzaguinha morreu aos 45 anos, em 29 de abril de 1991, ao regressar de uma apresentação no Paraná, vítima de acidente automobilístico em uma rodovia no sudoeste daquele estado.

Fonte:
Wikipédia
Gonzaguinha

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Para conhecer ou aproveitar as músicas de Gonzaguinha, acesse estes dois discos:

Gonzaguinha 1973 Luiz Gonzaga Jr
https://www.youtube.com/watch?v=Qfj-auPvlsQ 
(39:30)

O Talento de Gonzaguinha CD Completo Full Album
https://www.youtube.com/watch?v=Hz5avBr5Zxo 
(1:11:14)

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Carnavalescos

Símbolos e elementos do Carnaval

São muitos os símbolos e elementos que compõem o carnaval no Brasil, de acordo com as tradições de cada região. Nesta publicação, relacionei os que são mais significativos em minha opinião. Para limitar o assunto, foquei no carnaval carioca (e da região sudeste consequentemente), pois o carnaval na Bahia, em Pernambuco, no Amazonas e em outros estados têm características peculiares e belas, mas que tornariam esta postagem extensa demais.

Samba

A palavra ''samba'' vem de semba – ritmo que os escravos tocavam nas senzalas. O samba é um gênero musical oriundo do Rio de Janeiro, no Brasil. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, deriva do samba de roda, um tipo de dança de raízes dos escravos africanos levados para a Bahia. Dentre suas características originais, possui dança acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima. 
Embora houvesse variadas formas de samba no Brasil (não apenas na Bahia, como também no Maranhão, em Minas Gerais, em Pernambuco e em São Paulo) sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma expressão musical urbana surgida no início do século XIX na cidade do Rio de Janeiro que, sendo a capital do Império do Brasil, passou a receber escravos vindos de outras regiões do país, sobretudo da Bahia. Foi nesse contexto que nasceram os aglomerados em torno das religiões iorubás, principalmente na região da Praça Onze, onde atuavam mães e pais de santo. Foi nessa ambiência que as primeiras rodas de samba apareceram, misturando-se os elementos do batuque africano com a polca, o maxixe e o xote, fazendo nascer um gênero musical de caráter totalmente singular.

Samba de Roda

Corte Real  ( Corte Carnavalesca )

Corte Real é o nome dado ao cortejo do carnaval, composto pelo Rei Momo, Rainha do Carnaval e Princesas do Carnaval. A escolha das pessoas se faz através de diferentes formas, geralmente sendo organizados concursos por ligas de carnaval e instituições públicas.
O Rei Momo (também conhecido como Rei Momozudo) é considerado o dono do Carnaval, quem comanda a folia. Deve possuir uma atitude brincalhona e simpática, e preferencialmente ser gordo, pela associação a uma vida boêmia e relaxada. Vindo da mitologia grega, Momo é filho do sono e da noite, sendo expulso do Olimpo porque tinha como diversão ridicularizar as outras divindades. 
Um trio de belas mulheres compõem o cortejo real, sendo que a Rainha do Carnaval sempre acompanha o Rei Momo nas festividades carnavalescas. e eventualmente as duas Princesas do Carnaval, em posição de menor destaque, todos com a função de manter a alegria da folia, com animação e dança. Após o reinado, muitas delas se tornam rainhas ou madrinhas de bateria. 

Corte Carnavalesca (Rei Momo, Rainha do Carnaval e Princesas do Carnaval)

Escola de samba

Escola de samba é um tipo de agremiação de cunho popular que se caracteriza pelo canto e dança do samba, geralmente com intuito competitivo. Sendo um tipo de associação originária da cidade do Rio de Janeiro, as escolas de samba se apresentam em espetáculos públicos, em forma de cortejo, onde representam um enredo, ao som de um samba-enredo, acompanhado por uma bateria; com seus componentes – que podem ser algumas centenas ou até milhares – usando fantasias alusivas ao tema proposto, sendo que a maioria destes desfila a pé e uma minoria desfila sobre "carros", onde também são colocadas esculturas e além de outros adereços.
As escolas de samba têm investido cada vez mais em aspectos cênicos, com alguns componentes executando dramatizações teatrais ou coreografias, tornando os desfiles em disputadas atrações turísticas. Expressiva quantidade de escolas de samba – principalmente as do Rio de Janeiro – possui em sua denominação a expressão "Grêmio Recreativo Escola de Samba" (representada pela sigla GRES) antes do seu nome propriamente dito. Em São Paulo é também comum a sua derivação "Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba". Há variações, como "Agremiação Recreativa e Escola de Samba" tal e "Sociedade" tal. Essa padronização nas nomenclaturas das entidades surgiu em 1935, quando as agremiações carnavalescas cariocas foram obrigadas a tirar um alvará na Delegacia de Costumes e Diversões para poderem desfilar. O delegado titular, Dulcídio Gonçalves, decidido a dar um aspecto de maior organização aos desfiles de escolas de samba, negou-se a conceder o alvará para associações com nomes considerados questionáveis, por deselegância ou incentivo a praticas criticáveis.
A preparação do desfile de uma escola de samba é um trabalho que dura o ano todo, sendo considerado comunitário, apesar da contratação de alguns profissionais de elevado custo. Além de um grupo musical, as escolas frequentemente tornaram-se associações de bairro que auxiliam com projetos a dinâmica social das comunidades que elas representam (tais como recursos educacionais e de cuidados médicos). Para tanto, além das verbas públicas, eventos como ensaios, almoços, rifas, visitações, entre outros, formam ao longo do ano o capital necessário para custear as produções (elaboradas e caras no caso das escolas do grupo de elite). 

Escola de Samba

Bloco carnavalesco

No Brasil, bloco carnavalesco é um termo usado para definir diversos tipos de manifestações carnavalescas populares. Designa um conjunto de pessoas que desfilam no Carnaval, de forma semi-organizada, trajando uma mesma fantasia ou fantasias diversificadas. Geralmente constituem uma agremiação.
Ao longo do tempo, diversos grupos carnavalescos já foram genericamente chamados de blocos, havendo atualmente blocos que são mais parecidos com escolas de samba, outros mais parecidos com os antigos cordões, e outros de diversos tipos.


Carro alegórico

Carruagem ou grande carro fantasiado e elaborado para apresentação de alegorias em desfiles ou paradas.
Os carros alegóricos das grandes escolas de samba são construídos com um chassis de caminhão em variados eixos de rodagem. Para suportar o peso das alegorias e pessoas, a estrutura é reforçada com vigas e colunas de aço e coberto por tablados de madeira. O formato final é feito, em grande parte, com madeira e isopor. Esculturas de isopor são revestidas de papel e cola, com camadas de massa corrida ou tecido. Pintura e decoração são a etapa final, juntamente com a instalação de luzes e efeitos especiais – como fogo, água ou canhões de papel picado. 
Os carros maiores são equipados com extintores de incêndio, escondidos em locais de fácil acesso. Quando a decoração leva sapê, palha e outros materiais inflamáveis, um líquido antichamas é aplicado momentos antes do desfile.
Embora seja permitido usar motores, muitas impulsionam o carro através da força muscular de pessoas (que podem chegara 50 entre as que empurram na parte de trás e auxiliam nas laterais Um motorista escondido no meio das ferragens ou duas pessoas na lateral externa controlam a direção do deslocamento.
Medindo muitos metros de comprimento e de altura, os maiores carros são montados por guindastes que encaixam as peças durante a semana que antecede o desfile. As pessoas que desfilarão como destaques sobem minutos antes através de elevadores ou empilhadeiras.
No Brasil, os carros alegóricos das grandes escolas de samba se tornaram complexas obras de engenharia, pesando toneladas.

Carro alegórico

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Mestre-sala e porta-bandeira são um casal de dançarinos que exercem a função de conduzir e apresentar a bandeira de uma escola de samba durante o seu desfile no carnaval.
No desfile das escolas de samba, os casais devem se apresentar para os jurados, que vão avaliar a fantasia e a dança. Entre os passos obrigatórios estão os meneios, as meias-voltas, os giros completos, os torneados e as mesuras. Os dois jamais podem dar as costas um ao outro ao mesmo tempo. O mestre-sala precisa passar a impressão de que está protegendo a sua parceira, que por sua vez não pode deixar a bandeira se enrolar no mastro, bater em seu corpo ou no rosto do parceiro.

Mestre Sala e Porta-Bandeira

Rainha de Bateria & Madrinha de Bateria

A cada ano o carnaval apresenta suas novidades, enriquecendo a festa, tornando-a mais bonita e divertida para os foliões e plateia.
Existem controvérsias quanto à primeira rainha de bateria. Alguns consideram que a ideia surgiu na década de 1970, tendo Adele Fátima, mulata famosa, desfilado à frente da bateria da escola Mocidade Independente de Padre Miguel, mas a mesma não foi batizada como rainha de bateria. 
Em 1985, a mesma escola de samba, estando no primeiro grupo do Rio de Janeiro, deu início à novidade, convidando a então modelo Monique Evans para compor a personagem.
A intenção de uma rainha de bateria é de que a mesma auxilie o mestre de bateria no comando da ala de percussão, levando mais animação para os instrumentistas, puxando o samba, não deixando o ritmo cair.
A rainha de bateria não é um quesito avaliado individualmente, mas encaixa-se em alegorias e adereços. São avaliadas suas fantasias, seu empenho durante o desfile, se realmente comanda a percussão e anima os integrantes.
Há disputa pelas candidatas, muitas vezes causando ciúmes e intrigas entre as mesmas, pois as escolas convidam artistas que não fazem parte da comunidade, mas dão visibilidade em propagandas, deixando de lado as mulheres que vivem na comunidade que são importantes para a escola de samba por sua beleza, dança e empenho. Por esse motivo, algumas escolas adotaram uma rainha e uma madrinha de bateria, mas a experiência nem sempre é favorável. Houve casos em que ambas desfilaram lado a lado sem se olharem.

Rainha da Bateria

Pandeiro, Tamborim e Cuíca

Uma bateria de escola de samba possui uma grande variedade de instrumentos, mas em minha opinião esses três sintetizam a vibração (e a malandragem) carnavalesca:

Pandeiro é o nome dado a alguns instrumentos musicais de percussão que consistem numa pele esticada numa armação (aro) estreita, que não chega a constituir uma caixa de ressonância. São geralmente circulares (por exemplo, na pandeireta), mas podem ter outros formatos (por exemplo, quadrangular no adufe). Enfiadas em intervalos ao redor do aro, podem existir platinelas simples ou duplas de metal, ou não (por exemplo, no tamborim). Pode ser movimentado para produzir som contínuo de entrechoque, ou percutido com a palma da mão e os dedos.
No Brasil, a palavra “pandeiro” veio a designar um pandeiro específico, de dimensões que variam de 8 a 12", muito usado no samba e no pagode, mas não se limitando a esses ritmos, sendo encontrado no baião, coco, maracatu, entre outros, e por isso, considerado por alguns o instrumento nacional do Brasil.

Tamborim é um instrumento de percussão constituído por uma membrana esticada em uma de suas extremidades, sobre uma armação, sem caixa de ressonância, normalmente confeccionada em metal, acrílico ou PVC (policloreto de vinila). No Brasil, é comumente utilizado nos ritmos de origem africana, como o samba, a batucada e o cucumbi. O instrumentista o segura com uma das mãos e o percute (golpeia) com uma ou mais baquetas, normalmente de plástico, medindo aproximadamente 15 cm de comprimento.

A cuíca (ou puíta) é um instrumento musical semelhante a um tambor, com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O som é obtido friccionando a haste com um pedaço de tecido molhado e pressionando a parte externa da cuíca com dedo, produzindo um som de ronco característico. Quanto mais perto do centro da cuíca mais agudo será o som produzido.

Tamborim, Pandeiro e Cuíca

Confete & Serpentina

O confete aparece pela primeira vez no carnaval de Roma sobre a forma de "confetti", ou "confeitos" de açúcar que as pessoas jogavam umas sobre as outras durante o corso nas ruas da cidade. O confete de papel é noticiado pela primeira vez no carnaval de Paris (França), em 1891.
As batalhas de confete, ou batalhas de flores, eram os nomes dados às diversões características da elite desde meados do século XIX, quando grupos em carruagens e depois automóveis, ao se cruzarem lançavam uns sobre os outros, pequenos buquês de flores, confetes ou serpentinas procurando copiar os modos "civilizados" do carnaval de Nice (França). O projeto de um carnaval sofisticado e exclusivo da elite, porém, acabaria esbarrando no senso de humor dos brasileiros, que deram um toque popular ao elegante divertimento fazendo com que as batalhas de confetes se transformassem no chamado corso.

Os primeiros relatos sobre o uso da serpentina vêm de Paris e informam que ela começou a ser usada durante o carnaval de 1892 – um ano depois do confete – por um empregado do telégrafo de Paris (França), cujo nome é desconhecido e que trabalhou numa agência dos Correios chamada Paris 47. Para fazê-la, ele usou tira de papel Código Morse que estavam em bobinas inutilizáveis, que iriam para o lixo.
Atualmente a serpentina é um pequeno rolo de papel fino, com diferentes cores, utilizado durante variadas festas, especialmente o carnaval. A serpentina de corrente, que está à venda atualmente, é muito mais fina e de menor comprimento do que as primeiras fabricadas.

Confete e Serpentina

Zé Pereira

Os grupos chamados "Zés-Pereiras" são característicos das festas e romarias do norte de Portugal, desfilando pelas ruas tocando instrumentos de percussão (caixas de rufo, timbalões e bombos) e instrumentos de sopro (flautas e sanfonas), às vezes acompanhados de grandes bonecos (lá chamados de “gigantones” e “cabeçudos”). Zé Pereira é uma forma de diversão carnavalesca caracterizada por foliões tocando tambores e desfilando em parada, geralmente com bonecos mascotes do bloco e outros de celebridades da cidade. Na segunda metade do século XIX, o termo era usado para qualquer tipo de bagunça carnavalesca acompanhada de zabumbas e tambores, semelhantes ao que chamaríamos hoje de bloco de sujo
Apesar de diferentes versões, a com maior defensores é a de que a tradição lusitana chegou ao Brasil com os imigrantes estabelecidos em 1846 na cidade do Rio de Janeiro, entre eles o comerciante português José Nogueira de Azevedo Paredes, que no mesmo ano fundou o primeiro bloco carnavalesco nestes moldes. Em 1876, ele mudou-se para Ouro Preto para trabalhar no Palácio dos Governadores e lá continuou as atividades do bloco até sua morte, tendo a folia se perpetuado nas ladeiras da cidade até os dias atuais.
No Brasil, de conceito genérico aplicado aos tipos de blocos, o Zé Pereira tornou-se uma personagem, apelidada como “O Homem da Meia-Noite”. O desta figura se originou nas ladeiras de Olinda (PE), onde com seus aproximadamente 3,5 metros de altura e 50kg, o boneco se veste tradicionalmente com fraque, cartola e gravata borboleta, abrindo oficialmente o carnaval olindense sempre a zero hora do sábado de Zé Pereira, com um percurso atual de 3,5 km pelo Sítio Histórico de Olinda, e retorna aproximadamente às 3:30. A tradição de começar o desfile à meia-noite dá à folia um caráter solene e místico.

Zé Pereira

Baile de máscaras

O baile de máscaras foi introduzido pelo papa Paulo II, no século XV. Na medida em que, nos séculos XVI e XVII, as festas carnavalescas se firmavam como período de diversão, liberdade e libertinagem na Europa, a nobreza e os ricos, que tinham um nome a zelar, se ressentiam com a entrega aos prazeres realizada pelos pobres em geral neste período. Para burlar esta limitação, a elite criou os bailes de máscaras em suas amplas residências e palácios, onde o anonimato garantiria a liberdade para dar vazão aos desejos reprimidos no resto do ano, que variavam desde comer sem restrições e beijos roubados até insultos a inimigos e orgias em pequenos grupos fechados. 
As máscaras eram parte de uma fantasia elaborada e cara, tornando os bailes de máscaras uma atividade dos que possuíam posses, o que conferiu ao evento um caráter sofisticado e restrito. Somente após a Primeira Guerra Mundial, com o fim da época dos grandes impérios, os bailes de máscaras passaram a ser adotados por uma população progressivamente descompromissada com tradições familiares, que se permitiam usar fantasias e máscaras bem mais simples e baratas nos períodos carnavalescos, não somente em clubes como também nas folias das ruas.

Baile de Máscaras

Fantasias

A partir de 1870 as fantasias aumentaram de importância para as festividades do carnaval de rua, como forma das pessoas se divertirem no evento.
Na década de 1920 os bailes de gala foram instituídos no Brasil, seguindo o modelo dos bailes de Veneza (Itália), sendo as fantasias avaliadas nas categorias luxo e originalidade.
Até 1930 as fantasias eram simples, com roupas adaptadas, tingidas, enfeitadas de forma ingênua, pois os materiais que poderiam enriquecê-las, como os tecidos, ornamentos, sapatilhas, adereços de cabeça, eram muito caros, aparecendo mais nos desfiles de escolas de samba. Nos clubes e desfiles de rua, surgiram os blocos, onde um grupo de pessoas vestia-se igual. Alguns disfarces tornaram-se mais famosos, como caveira, odalisca, médico, morcego, malandro, super-heróis, diabo, príncipe, bobo da corte, pierrô, colombina, vedete, palhaço.
As fantasias das escolas de samba são parte essencial do desfile. Elas explicam a história contada na letra do samba enredo. Devem ser coerentes ao tema e aparecer em harmonia com o conjunto da escola. A escola de samba é dividida em alas e cada ala possui um modelo diferente de fantasia, que deve ser respeitado e seguido por todos os integrantes.
O julgamento das fantasias é feito analisando a criatividade, o significado e importância para o enredo, a boa utilização das cores e distribuição dos materiais, a riqueza dos materiais usados na confecção, os acabamentos das roupas, os detalhes, os adereços que compõem as peças, etc.

Fantasias de carnaval de rua

Pierrô e Colombina

Na consagrada ópera popular I Pagliacci (“O Palhaço”, em italiano), os personagens trabalham num circo e a colombina era a amada pelo pierrô (um ingênuo e sentimental palhaço), mas gostava do astuto e expansivo arlequim (herdeiro dos medievais bobos da corte). Durante uma das apresentações do teatro cômico do circo, a colombina recebia seu "amante" arlequim para quem botava mesa para jantar, numa encenação caricatural para entreter o público. Como parte do enredo, o pierrô entra em cena como se fosse o suposto marido da colombina que chegasse em casa. Não suportando naquele dia a cena de flerte e a risada de todos o ridicularizando, sai do seu papel e começa a discutir com a colombina que, lhe responde que ele é apenas um amigo. Nem os artistas nem o público entendem que os sentimentos são reais e a cena agrava-se com o pierrô exigindo saber o nome do amado da colombina, que se recusa a dizer e, ao perceber que não se tratava de uma encenação, tenta correr para a multidão, mas é agarrada e mortalmente ferida pelo canivete do pierrô. Ela grita por ajuda, chamando o arlequim que, correndo na defesa dela, também é apunhalado. Enquanto a multidão recua confusa e horrorizada, o enlouquecido pierrô fala "a comédia acabou!", encerrando o espetáculo.
A peça, composta pelo italiano Ruggero Leoncavallo e representada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892, tornou-se um sucesso e foi adaptada pelos grupos de teatro de rua, que ajudaram a popularizar os desencontros desse amor, cativando o imaginário dos sentimentais, que os interpretam as personagens numa espécie de Romeu e Julieta carnavalesco.

Arlequim, Colombina e Pierrot

Frevo

O frevo é um ritmo musical e uma dança brasileira com origem no estado de Pernambuco. Sua música baseia-se na fusão de gêneros como marcha, maxixe, dobrado e polca, e sua dança foi influenciada pela capoeira.
Surgido em Pernambuco no fim do século XIX, o frevo caracteriza-se pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevo, em que capoeiristas saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte, fazendo uso de porretes ou cabos de velhos guarda-chuvas como arma.
A palavra “frevo” vem de ferver, por corruptela, “frever”, que passou a designar efervescência, agitação da grande massa popular durante as comemorações.
A dança do frevo pode ser de duas formas: quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática durante o percurso. O frevo possui mais de 120 passos catalogados e os músculos mais requisitados dpela dança são os das pernas e do abdômen. Foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO no ano de 2012.


Maracatu

O Maracatu é caracterizado pelo uso predominante de instrumentos de percussão de origem africana. Com ritmo intenso e frenético, teve origem nas congadas, cerimônias de coroação dos reis e rainhas da nação negra.
Na percussão chamam a atenção os grandes tambores – chamados alfaias – que são tocados com talabartes (baquetas especiais para o instrumento). Estes dão o ritmo ou o baque da música e são acompanhados pelos caixas ou taróis, ganzás e um gonguê ou agogô.
Associado à cidade de Recife (PE) e às festividades carnavalescas, o maracatu tem essencialmente um caráter religioso. Os tambores e as calungas (bonecas) são recolhidos 15 dias antes do carnaval nos terreiros de umbanda, onde são feitas as obrigações, e só saem na sexta-feira, dia dedicado à Oxalá.
Em 2015, o Maracatu foi declarado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como Patrimônio Imaterial Nacional.

Maracatu - Pernambuco

Bonecos Gigantes ( Bonecos de Olinda )

Os Bonecos Gigantes surgem na Europa, provavelmente na Idade Média, sob a influência dos mitos pagãos escondidos pelos temores da Inquisição. Chegam em Pernambuco na pequena cidade de Belém do São Francisco, no sertão do estado, com a vinda ao Brasil de um padre belga que levou ao conhecimento de seus discípulos esta tradição europeia, inspirando um jovem a construir, em 1919, o Zé Pereira, primeiro boneco gigante do Brasil, confeccionado em corpo de madeira e cabeça em papel machê. Somente em 1929 resolveram criar sua companheira, boneca esta batizada com o nome de Vitalina.
A tradição dos bonecos gigantes ganhou as ladeiras de Olinda em 1932, com a criação do boneco do Homem da Meia Noite, confeccionado pelas mãos dos artistas plásticos Anacleto e Bernardino da Silva. Em 1937 surgiu a Mulher do Meio Dia; em 1974 foi à vez do Menino da Tarde pelas mãos do artista plástico Silvio Botelho Botelho, que popularizou a tradição com criação do Encontro dos Bonecos Gigantes, onde vários bonecos de diversos artistas se encontram para um grande desfile pelo centro histórico de Olinda na terça de carnaval. São feitos de tecido, isopor, papel, madeira, fibra de vidro e alumínio, podendo variar de altura de 3,50 a 3,90 metros, pesando em média 35 quilos.
O mito popular do homem da meia-noite afirma que, todos os dias, exatamente à meia-noite, um homem muito bonito seguia a pé pela Rua do Bonsucesso. Ele fazia sempre o mesmo caminho. Depois de algum tempo, as moças da rua descobriram a rotina dele e passaram a esperar, escondidas, atrás das janelas, para admirar o belo homem que passava pela rua. A fama desse costume foi se espalhando e virou uma brincadeira de carnaval. Fizeram um boneco bem grande, todo bonito e elegante, de terno, gravata e chapéu, para passar à meia-noite, começando a festa de carnaval, na sexta-feira.

Bonecos Gigantes em Olinda (PE)

Trio Elétrico

Trio elétrico é o nome pelo qual, no Brasil, é chamado o caminhão adaptado com aparelhos de sonorização para a apresentação de música ao vivo, através de alto-falantes, em que são executados samba, frevos e outros ritmos. É um grande fenômeno de massa do Brasil.
Teve sua origem em Salvador (BA), no ano de 1950 e, ao longo das décadas, evoluiu ao ponto de se tornar um dos grandes atrativos do Carnaval da Bahia e outras festas do país.
Dodô (Antônio Adolfo Nascimento) e Osmar (Osmar Álvares Macedo) foram os inventores do trio elétrico no carnaval baiano. Conheceram-se em um programa de rádio em 1938 e, estudando música e eletrônica, pesquisavam uma forma de amplificar o som dos instrumentos de corda. No carnaval de 1950, a Academia de Frevo do Recife fez uma apresentação em Salvador e causou sensação com sua música, com uma multidão animada acompanhando os músicos pernambucanos pelas ruas em direção à rua Chile, então principal via de Salvador, quando um ferimento num dos músicos pernambucanos fez com que o grupo interrompesse a apresentação, frustrando o público. 
Diante da animação com que o público reagia ao frevo e para suprir a vontade provocada pela interrupção do desfile, Dodô e Osmar adaptam um Ford 1929 com dois alto-falantes, ligando à bateria do automóvel um violão e um protótipo de guitarra (na ocasião chamada “pau elétrico” e hoje nomeada guitarra baiana – diferenciada por ser menor e ter cinco cordas ao invés das tradicionais seis) e saíram equilibrando-se no automóvel pelas ruas executando o ritmo recifense, com enorme sucesso. Estava, assim, instituída a dupla elétrica Dodô e Osmar.
No ano seguinte fizeram aperfeiçoamentos e incluíram mais um membro – Temístocles Aragão – formando assim o trio elétrico em 1951. Na configuração do trio, Osmar tocava a famosa guitarra baiana (de som agudo), Dodô era responsável pelo violão-pau-elétrico (de som grave), e Aragão pelo triolim (como era conhecido o violão tenor, de som médio). Diante do sucesso popular, no ano seguinte a Coca-Cola colocou um caminhão decorado e com oito alto-falantes à disposição dos músicos, inaugurando o formato consagrado até hoje.
Em 1969 a canção “Atrás do Trio Elétrico”, de Caetano Veloso, divulga em todo o Brasil o fenômeno até então restrito aos estados da Bahia e Pernambuco.
No início os trios elétricos eram em carros, depois começaram a desfilar em caminhonetes e caminhões pequenos, que eram melhores para acomodar bandas completas, para então evoluírem em complexidade e tamanho até usarem carretas. Atualmente os maiores trios são dotados de dois geradores – sendo um principal e um reserva – com controles eletrônicos e microfones de alta qualidade. As mesas de som, processadores e amplificadores são digitais, permitindo uma extrema qualidade e definição do som, com mínimas distorções e ruídos. Os alto-falantes utilizam materiais mais leves, gerando menos aquecimento e distorções. O projeto acústico das caixas de som evoluiu muito, gerando maior alcance. O resultado desta combinação gera altíssimo volume sonoro sem distorções.
Algumas palavras passaram a ter significados específicos, quando ligados ao trio elétrico: 
Abadá - Camisa destinada a identificar os integrantes do bloco de trio e que permite àqueles que o usam ficar na parte interna das cordas que cercam o bloco.
Cordeiro - segurança contratado para conduzir as cordas que cercam os integrantes do bloco de trio e impedir a entrada de pessoas sem o abadá.
Pipoca - folião que, não tendo abadá, fica de fora das cordas acompanhando os trios que passam.

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Para saber sobre as origens e curiosidades do Carnaval, acesse:

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Fontes de referência:

Símbolos
Símbolos de Carnaval
https://www.simbolos.net.br/simbolos-de-carnaval  

Bol
12 símbolos do Carnaval
https://noticias.bol.uol.com.br/a-origem-de-12-simbolos-do-carnaval 

Gazeta de Iracemápolis
Curiosidades sobre o Carnaval
http://gazetadeiracemapolis.com.br/curiosidades-sobre-o-carnaval 

Mundo Estranho
Como surgiram o confete e a serpentina
http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/como-surgiram-o-confete-e-a-serpentina 

Wikipédia
Samba
https://pt.wikipedia.org/wiki/Samba 

História do Mundo
Origem do Samba
http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/origem-samba.htm 

Wikipédia
O rei Momo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_Momo 

Wikipédia
Colombina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Colombina 

Wikipédia
Arlequim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arlequim 

Wikipédia
Pierrô (Pierrot)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierrot 

Wikipédia
Pandeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pandeiro 

Wikipédia
Tamborim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tamborim 

Wikipédia
Cuica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cu%C3%ADca 

Wikipédia
Escola de Samba
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_samba 

Wikipédia
Bloco Carnavalesco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bloco_carnavalesco 

Dicionário Informal
Carro Alegórico
http://www.dicionarioinformal.com.br/carro%20aleg%C3%B3rico 

Mundo Estranho
Como é feito um Carro Alegórico

Guia de Educação
Como surgiram as fantasias e as máscaras de carnaval
https://canaldoensino.com.br/blog/como-surgiram-as-fantasias-e-as-mascaras-de-carnaval 

Wikipédia
Zé Pereira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pereira 

Wikipédia
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre-sala_e_porta-bandeira 

Brasil Escola
Rainha da Bateria
http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/rainha-bateria.htm 

Wikipédia
Frevo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Frevo 

Sua Pesquisa
Maracatu
https://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/maracatu.htm 

Wikipédia
Bonecos de Olinda
https://pt.wikipedia.org/wiki/Boneco_de_Olinda 

Embaixada de Pernambuco
História dos Bonecos Gigantes de Olinda
http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/historia.php 

Wikipédia
Trio Elétrico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trio_el%C3%A9trico  

Terra
Trio Elétrico: um sessentão arretado
https://www.terra.com.br/diversao/carnaval/salvador/trio-eletrico-um-sessentao-arretado 

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