quinta-feira, 31 de maio de 2012

Barbaridades

Aqueles bárbaros
Autor: Iacyr Anderson Freitas

Imagem: pt.booksofa.com

Um ótimo exemplo de como se fabricam falsas verdades históricas:

Ninguém sabe ao certo qual foi o incidente que motivou a nossa guerra com os bárbaros do norte. E desde quando. Os poucos relatos dos antepassados dão conta de que a contenda é antiga. De certa forma, esta guerra medra em nós um traço distintivo. Fomos criados à sombra de seu sangue. Uma sombra que une povoados e fronteiras que não se conhecem, que jamais se conhecerão direito, mas lutam de um mesmo lado e ajudam-se mutuamente. O inimigo é poderoso e partilha da nossa língua. Ele invade e queima nossas plantações, rouba nosso gado e sacrifica nossos cavalos. Apesar disso, os últimos relatórios oficiais trazem notícias excelentes. Parece que conseguiremos atingir a vitória final em breve.
Em verdade nunca nos deparamos com um destes inimigos. Fiamos nos relatos. Nossa aldeia fica distante do lado norte da fronteira e jamais chegou a ser molestada pelos bárbaros. Daí a importância do que tenho a dizer agora. Alguns acreditam que esta guerra já se acabou há muito e que estamos desinformados. Todavia, viajantes que passam com suas cargas por nossas estradas dizem que a peleja anda feia lá pelas bandas do rio acima. Às vezes, perguntamos a esses viajantes se eles chegaram mesmo a conhecer, vivo ou morto, algum dos inimigos, mas, como sempre, nada viram. São pessoas de sorte, pois a natureza do seu trabalho é propícia ao contato com os bárbaros, que se especializaram, segundo consta, em assaltar carregamentos de toda espécie. Por isso, é comum entre esses freteiros um antigo provérbio: “O viajante que conhece os bárbaros no norte conhece sua última viagem”.
Tendo em vista a longa história desta guerra, seu emaranhado de sangue e selvageria, somos forçados a educar nossos filhos, desde tenra idade, para as artes militares. E para que o espírito de luta não esmoreça, é preciso manter bem acesa a chama do ódio que moveu nossos antepassados. Para tanto, contamos com as cartilhas oficiais, sempre pródigas nas descrições das atrocidades cometidas pelos bárbaros. De certa forma, tirante as visitas mensais do Fisco, essas cartilhas são as únicas lembranças que temos do governo. São o símbolo de nossa unidade e de nossa condição de obreiros de uma causa comum. Todos sabem, por exemplo, da importância dos tributos para a consecução dessa causa. Foi com o fruto da arrecadação de impostos que conseguimos construir nossa Capital. Uma obra esplêndida, fabulosa até. Sobre ela se debruçam, sem cessar, os mais eminentes historiadores. É uma pena que existam contradições nos relatos. Mas tudo leva a crer que tais contradições foram mesmo planejadas, com o propósito de confundir os bárbaros.
De acordo com um certo livro de memórias, a ideia de construir a Capital surgiu após um poderoso ataque inimigo. Nossos estrategistas militares pensaram em levantar uma cidade, protegida por altos muros circulares e sucessivos, separados por fossos de grande profundidade. Para que tal cidade não possa estar vulnerável e nenhum tipo de cerco ou ataque, sua extensão deveria ser de tal modo grandiosa que comportasse, dentro de seus muros, sete suntuosos palácios, três nascentes de água pura e campos de cultivo, irrigados e férteis. Assim não faltariam provisões, mesmo nos tempos mais difíceis. Foram consumidos anos na escolha do local apropriado, bem como na definição dos demais detalhes do projeto.
É impressionante imaginar que os estrategistas tenham pensado em tudo. A primeira grande artimanha foi manter em segredo absoluto o local da construção da Capital. Isso impediria qualquer aproximação dos bárbaros. Assim, para a construção, foram escolhidos inicialmente os presos e escravos, gente que, terminada a empresa, seria de pronto executada. Mas não foi possível, no decorrer dos inúmeros trabalhos, contar apenas com essa gentalha. Logo, lavradores e demais camponeses também foram convocados. Eram voluntários, gente que aceitou empenhar boa parte de suas vidas em prol da vitória sobre os bárbaros.
Velhas narrativas afirmam que esses voluntários foram levados de suas terras por comboios militares. Tinham os olhos vendados, as mãos e os pés amarrados à trave do carro. Tudo em função do sigilo. Outros testemunhos, decerto fantasiosos e que não contam com o beneplácito oficial, afirmam que, em nome de nossa pátria, ao fim da construção também os voluntários foram sumariamente executados. O mérito dessa primeira artimanha é inquestionável: ninguém sabe até hoje onde fica nossa Capital. Mesmo alguns dos altos funcionários públicos. Já que boa parte das estradas se encontra interditada, em decorrência dos perigos da guerra, o aventureiro que tentar desvendá-la encontrará grandes dificuldades e correrá enormes perigos.
A segunda grande artimanha dos estrategistas foi construir, dentro dos limites da Capital, um pavilhão de proporções gigantescas, destino à guarda de todos os nossos bens. Esse sim, de acordo com os testemunhos, acabou se tornando um duro golpe para os adversários. Tanto que o ritmo das invasões bárbaras se reduziu após o término das obras. Por um motivo simples: passamos a guardar nossas riquezas nesse pavilhão. Mensalmente, ao efetuar a arrecadação dos impostos, o funcionário confere nossos bens e, de modo sempre rígido e diligente, manda recolher tudo o que possua algum valor e não seja essencial à sobrevivência. Há uma implacável tabela para este fim, determinando quantidades máximas admissíveis, por faixa etária dos habitantes, para guarda ou consumo.
Importante frisar que tal método de “depósito compulsório” não representa, como dizem alguns detratores do regime, um modo vil de espoliação levado a efeito pelo governo. É, antes de mais nada, a certeza de que não seremos importunados pelos bárbaros. Como não ficamos com nenhuma riqueza, sobra de provisões ou reserva particular, mas apenas o indispensável, seria um risco grande e não compensatório para os invasores tal investida.
Mas também é verdade que o sistema de depósito vem sofrendo, na surdina, uma considerável resistência. Não são poucos os que, temendo as visitas do Fisco, passaram a esconder o que possa ter valor mais destacado. O problema se dá quando são flagrados. Já perdemos a conta do número de enforcamentos. Esse tem sido um dilema dos mais sérios nos últimos anos e foi tratado em detalhes na edição mais recente da cartilha oficial. Nela o governo reitera a necessidade da colaboração de todos para o atingimento dos objetivos comuns, ressaltando a convicção de que não podemos, em hipótese alguma, admitir traidores ou covardes em nosso meio. A causa é coletiva, diz o texto da cartilha, e precisa do apoio irrestrito de nossa gente, custe o que custar.
Apesar disso, o número de descontentes cresce a cada dia. Só não se tornou insustentável por causa dos enforcamentos. Pelo modo ríspido como os tributos são arrecadados fica difícil diminuir o grau de insatisfação. O método policialesco dos agentes já empurrou muitos dos nossos fervorosos partidários para o outro lado. É notável o caso do seleiro de nossa aldeia. Homem íntegro, defensor constante de todas as decisões governamentais, foi destratado pelo coletor de impostos em janeiro do ano passado. Inconformado, escreveu uma longa carta de denúncia, acusando o servidor público de cometer abuso de autoridade. O primeiro problema se deu ao tentar enviar a carta para a sede do governo, uma vez que ninguém sabia ao certo onde ela se situava. Logo, foi forçado a confiar o envelope ao próprio coletor de impostos, quando este compareceu à aldeia no mês seguinte.
O que foi feito de sua denúncia não há quem saiba, mas o certo é que o seleiro nunca obteve qualquer resposta. Sentindo-se traído em sua fé no regime, o homem declarou que caso não recebesse do servidor acusado ao menos um pedido formal de desculpas, iria à Capital a qualquer custo, voltaria com todos os bens que lhe foram tirados e, a contragosto, iria construir sua vida em outro reino. Com essa certeza, tomou caminho numa manhã de frio e chuva. Passaram-se seis meses sem nenhuma notícia de seu paradeiro, até que soubemos que, vítima de uma emboscada dos bárbaros, ele havia sido brutalmente assassinado em meados de setembro. Seu corpo foi encontrado com marcas de tortura, decapitado e pleno de facadas, por um freteiro que depois passou por nossa aldeia, relatando o ocorrido.
Há quem diga, à boca miúda, que o seleiro foi morto por gente do próprio governo, pois jamais sucederia um ataque bárbaro de tal porte a um homem velho e sozinho, tendo o corpo sido localizado lá pelas bandas meridionais do reino, onde nunca houve indício da chegada adversária. Quem diz tais coisas falta à verdade! Como o número de descontentes cresce a cada ano, é natural que cresçam também os boatos. Assim, há sempre alguém para dizer, baixinho e olhando para os lados, que a Capital foi construída em local incerto para que jamais tenhamos acesso a ela. Outros chegam mesmo a afirmar que a Capital foi obra dos próprios bárbaros, que assim podem nos espoliar ser derramar uma gota sequer de nosso sangue. Um dos viajantes, de passagem pelo armazém da aldeia, declarou certa vez que um conhecido seu chegou a avistar, de longe, do alto de um mirante, os muros e os portões da Capital – cujos alicerces se situam, de fato, em pleno território bárbaro. Tamanha assertiva não poderia deixar de causar grande comoção, sendo de pronto controlada por mais uma profilática série de oitivas e enforcamentos.
Deveríamos estar concentrados em nossos inimigos, e não em querelas internas, menores e passageiras. Outro dia, um novo boato tomou de assalto a aldeia. Às caladas, andava pelas esquinas o relato de um freteiro que afirmara, sabe-se lá com que grau de confiabilidade, que o reino bárbaro também possuía uma Capital desconhecida e o mesmo sistema de “depósito compulsório”. Esse tresloucado relato deu a muitos a certeza de que, na verdade, os bárbaros do norte também são escravos dessa guerra, alimentada por um poder único. A Capital seria, de acordo com tal devaneio, a sede comum e a cruz suprema dos dois povos. O esplendor de seus muros e palácios representaria o abençoado fruto da nossa discórdia. É incrível como um disparate desses consegue obter crédito.
Considerando-se que a história narrada pelo freteiro seja verdadeira – o que é muito improvável – não poderíamos imaginar que os bárbaros do norte, ao tomarem consciência do modo como construímos a nossa sede do governo, tivessem tentado imitar, numa atitude de desespero, as nossas artimanha? Não poderíamos imaginar que os muros e portões da cidade fortificada vistos em um mirante qualquer por um conhecido de um anônimo seriam de fato pertencentes à Capital bárbara? É necessário deitar de lado o óbvio e procurar explicações fabulosas e mirabolantes?
Aqui e ali ouvimos eclodir a injustiça cometida contra o filho do coordenador do Serviço de Limpeza Pública, um rapaz estudioso e inteligente, contudo um pouco aluado. Sempre enredado em livros, frequentando sozinho nossa única biblioteca, esse rapaz, após muitas pesquisas, decidiu certo dia escrever a história de nossa região. Depois de devorar todos os tipos de literatura, detendo-se amiúde até mesmo nos relatos orais dos mais velhos e dos menos cultos, ele começou a redigir o primeiro tomo da série, prevista para terminar seis anos depois, após a publicação do oitavo volume.
No prefácio desse primeiro tomo, cuja edição mal chegara a cinquenta exemplares, o jovem autor declarava que seria possível renovar a história e, por conseguinte, o próprio passado. Segundo ele tudo seria uma questão de linguagem. Seu método de trabalho consistia em combinar as mesmas frases dos velhos livros, tendo como alvo o texto submetido a outros ângulos de visão. Não a realidade factual, ou o que dela restou gravado, mas inversões sintáticas, deslocamentos bruscos de pontuação e permutas de vocábulos. É forçoso reconhecer que o sistema criado pelo aluado historiador exigia dedicação. Frases de livros eram fundidas em sequências costuradas aqui e ali com os relatos orais, até mesmo preces e benzeduras. De tudo isso um novo passado brotava.
Todo este disparate não poderia deixar de ter seu preço. Como imaginar que a grandeza de um passado havia de ser mudada assim, através de uma simples combinação de frases? O autor afirmava que reescrever o passado corresponderia a “fundar agora o que já fomos”, baseando-se na constatação de que tempo e linguagem são naturezas móveis, incapazes de serem apreendidas em repouso. O certo é que, por conta do livro, o autor foi enforcado numa tarde de agosto, cinzenta e fria. Nos autos do processo que se descortinou logo após a publicação da obra, cujos exemplares foram apreendidos e queimados em praça pública, consta que, tentando se defender, o acusado chegou a afirmar que fizera apenas um exercício de ficção, tendo como pano de fundo os fatos históricos. Mas a defesa não foi acatada e o enforcamento se deu no dia seguinte, sem muitas pompas.
Estes enforcamentos são o delírio e algumas vezes, o calvário dos descontentes. Mas tudo parece estar sob controle agora. Apesar disso, é normal correr à boca pequena versão distorcida e maldosa dos fatos. É lamentável! Não é de todo incomum que, de vez em quando, apareça em nossa aldeia a notícia de que são fantasiosos os relatos oficiais acerca da morte de algum combatente bárbaro. Os mexeriqueiros de plantão dizem que o governo tem incentivado o sacrifício de mendigos e andarilhos – quando não os faz com as próprias mãos – em lugar dos verdadeiros inimigos. Existe até quem declare que os bárbaros não são mais o alvo do nosso poder constituído. Hoje a grande peleja seria, portanto, de natureza interna: contra os guerrilheiros que combatem o jugo da Capital e dos depósitos compulsórios.
Como ninguém sabe ao certo quem são os bárbaros ou qual é o melhor meio de identificá-los, há uma desconfiança muito grande pesando a cabeça da cada desconhecido. Assim a horda de insatisfeitos está sempre disposta a asseverar que o cadáver anunciado não é de um inimigo, mas sim de um esmoleiro qualquer. Foi uma honra desmentir esses boatos, eu que sou agora reconhecido como um dos notáveis do reino.
Tudo se deu numa manhã de muita neblina. Era outubro. Eu caminhava pelas montanhas quando repentinamente vi um vulto. Creio que se esgueirava pelos arbustos laterais, acompanhando-me na subida. Ao perceber tal fato, parei de súbito e, pegando da adaga, parti a seu encontro. Afastei os galhos secos e avistei, assombrado, o que parecia ser um soldado inimigo. Estava desarmado e trazia os pés feridos. Com minha adaga já quase tocando sua barba senti o desespero que o tomara. Lá estava ele, desgarrado de sua terra e seus exércitos, curvado pela fome e pelo frio. Compreendi o erro que contamina os detratores do nosso regime. Em decorrência de muitas adversidades, é comum que os bárbaros nos pareçam mendigos ou andarilhos. É preciso não fiar nas aparências, reza o ditado.
Não sei ao certo quanto tempo se passou enquanto eu, mirando-o, soletrava em seu rosto cada sombra de susto ou pavor. Foi tudo muito rápido e sem troca de palavras. Então me veio aquela magnífica certeza. Aquela súbita alteração de rumos. Percebi, bem no fundo dos seus olhos, o mesmo terror que, incontáveis vezes, eu também sentira pelos bárbaros. Naquele momento vi que tudo não passava de um grande erro. Eu, como se diante de um espelho, surgia da treva qual um selvagem, cruel e desumano. Respirei, perplexo, o cristal difícil de nossa igualdade.
Como um deus, eu tinha nas minhas mãos a sentença, eu poderia salvar alguém que era exatamente igual a mim e que estava, naquele instante, desarmado de família, de amigos, de pátria e de esperança. Desarmado de qualquer futuro. Abrandei um pouco o peso da adaga e tentei vê-lo de outro ângulo. Mas não havia outro ângulo: à frente estava um outro eu, tão indefeso quanto qualquer uma das minhas tão buriladas convicções.
Só por isso, confesso agora, não pude deixar de matá-lo.

Texto adaptado do livro de contos Trinca dos traídos de Iacyr Anderson Freitas.
Editora Nankin Editorial, São Paulo, 2003. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A estrada de ferro no Brasil

A história da estrada de ferro no Brasil
Vídeo
Autor: Globo Repórter ( Rede Globo )

Locomotiva "A Baronesa" 
Museu do Trem ( Rede Ferroviária Federal ) - Rio de Janeiro
Imagem: waatp.nl

O Globo Repórter de 06 de abril de 2012 exibiu matéria sobre as ferrovias no Brasil.
Mostra a primeira ferrovia brasileira, inaugurada em 1854; as locomotivas a vapor e o relacionamento emotivo das pessoas que trabalharam com elas; as tecnologias, estruturas e pessoas que se relacionam com as estradas de ferro; além de passeios ferroviários que ligam Belo Horizonte à Vitória e Paris à Londres. Também foram mostradas as aventuras e lendas da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Um dos entrevistados afirma que quando se gosta da ferrovia, você pode sair do trem, mas o trem não sai de você! Concordo com ele.

Assista a reportagem no vídeo abaixo:
Globo Repórter - A história das ferrovias no Brasil ( 44:43 )
https://www.youtube.com/watch?v=8Rvj_p20_iw    
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A história das estradas de ferro no Brasil pode ser definida em duas palavras: conquistas e abandono. 
Exemplo disso está no link abaixo, que mostra o lamentável estado de descaso do Museu do Trem, onde se encontra guardada a "Baronesa", primeira locomotiva a circular pelo Brasil.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

J. Universo

O universo mineiro de J. Universo
PowerPoint (PPS)
Autor: Sylvio Bazote

Edifício Niemeyer - Praça de Liberdade ( Belo Horizonte )
Foto: J. Universo

J. Universo é um mineiro nascido em Juiz de Fora, fotógrafo amador e amante das belas imagens e boas comidas. Aprecia também bebidas, músicas clássicas, livros, cinema e teatro.
Gosta de compartilhar casos, curiosidades e opiniões com os amigos conhecidos e alguns desconhecidos.
Com sensibilidade e precisão enquadrou alguns momentos e movimentos desta vida que ele tanto aprecia e os divide conosco na forma de lindas fotografias.

Se quiser conhecer mais sobre as ideias e olhares dele, entre em seu mundo através do link abaixo:
Blog do Universo
http://juniverso.blogspot.com.br 
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A música “Peixe Vivo” foi composta por Valdemar de Jesus Almeida, conhecido como Carlos Mendes, e Neurisvan Rocha Alencar, conhecido como Eddy Franco, mas caiu em domínio público, tornando-se parte do folclore brasileiro.
É associada à Juscelino Kubitschek, que gostava dela por ser uma das preferidas de seu pai. JK gostava especialmente de cantá-la nas serenatas das quais participava em Diamantina. Acabou se convertendo numa espécie de hino com que Juscelino era saudado em toda parte por seus simpatizantes.
A música deste PowerPoint é interpretada por crianças do projeto social “Coral Gente Miúda”, que se apresenta aos domingos pela manhã em igrejas de Diamantina.

Baixe a apresentação no link abaixo.
 Após acessar o link, ignore a mensagem informando erro para visualizar o documento, se esta aparecer. O problema é apenas na visualização, mas o documento está disponível para ser baixado sem problema.
 Clicar em "Arquivo" abaixo de "O universo mineiro de J. Universo.pps" e depois clicar em "Fazer download"; ou
 Ciclar na palavra here” ou “aqui” em azul, se você usa o Google Chrome.

Link para baixar o PowerPoint:
O universo mineiro de J. Universo 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Acidentes históricos - Terra

Chernobyl

Reator nuclear Nº 4 destruído após explosão
Imagem: aprendendosobreradioatividade.xpg.com.br

A explosão de Chernobyl

Na madrugada de 26 de abril de 1986, durante um teste de segurança, a união de falhas no projeto do reator e erros humanos causou a explosão do reator nº 4 da usina nuclear de Chernobyl (Chernobil ou Tchernobil), localizada da norte da Ucrânia.
De 27 de abril a 05 de maio de 1986, cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, foram jogados sobre o reator em aproximadamente 1800 viagens de helicópteros.
Foi construída uma estrutura de concreto, aço e chumbo em volta de reator que explodiu para isolar o material radioativo que ali se encontra.
O combustível nuclear que continua no interior do reator destruído é estimado em 200 toneladas de urânio e quase uma tonelada de plutônio entre material sólido e uma espécie de magma radioativo.

O acidente nuclear de Chernobyl

Considerado o pior acidente nuclear da História, a explosão causou um incêndio e a liberação de uma imensa nuvem radioativa que contaminou pessoas, animais e o meio ambiente na União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido, chegando com menor intensidade até os Estados Unidos e Japão. Grandes áreas da Ucrânia, Bielorrúsia e Rússia foram contaminadas, causando a evacuação de aproximadamente 200 mil pessoas.
As cidades de Chernobyl e Pripyat permanecem proibidas até os dias de hoje, devido à contaminação radioativa. Pripyat foi planeja e construída como residência para os trabalhadores de Chernobyl, situando-se 18 quilômetros a noroeste da usina.
As duas cidades estão entre os 5 milhões de hectares de terra que permanecem isolados por apresentarem altos índices de contaminação até os dias atuais.
O acidente de Chernobyl liberou 400 vezes mais radiação do que a bomba atômica em Hiroshima, no Japão. Apenas 5 dos trabalhadores que se encontravam na usina sobreviveram.
Dos 69 bombeiros que combateram o incêndio na usina, 31 morrem por causa da exposição direta à radiação. Os sobreviventes sofreram queimaduras, paradas cardíacas e danos aos sistemas reprodutor e imunológico.

Após o acidente, a União Soviética fez modificações em todos os reatores de projeto similar e melhorou as futuras usinas, aumentando a segurança das mesmas.
Apesar da área ser isolada devido à radiação, os três reatores nucleares restantes da usina continuaram a funcionar. Em 1989, o governo russo embargou a construção dos reatores 5 e 6, em andamento na época do acidente.
Em 12 de dezembro de 2000, depois de negociações internacionais, a usina de Chernobyl foi desativada.

Os efeitos da radiação de Chernobyl

A Bielorrusia foi o país mais atingido, com 20% de seu território ainda hoje considerado contaminado. Centenas de milhares de pessoas sentiram efeitos que se seguiram à exposição da radiação, havendo muitos casos de câncer, leucemia, cancro de tireóide e uma grande variedade de doenças cardíacas.
O governo ucraniano estima que aproximadamente 8000 pessoas morreram em um curto espaço de tempo, como consequência do acidente. Na área afetada há um substancial aumento nos casos de câncer em crianças.
São poucos os estudos sobre os impactos da radiação sobre os animais e vegetação da região, para saber a quantidade e tipo de mutações sofridas.

A cobertura que envolve o reator, concluída em novembro de 1986, é considerada uma medida provisória, para durar de 20 a 30 anos, pois foi construída às pressas em condições desfavoráveis. Atualmente demonstra ferrugem nas vigas e rachaduras.
Em 19 de abril de 2011, por ocasião dos 25 anos do acidente, representantes das potências mundiais se reuniram em Kiev (capital da Ucrânia) e comprometeram-se a financiar 550 milhões de Euros (US$ 780 milhões) para ajudar na construção de uma nova estrutura de contenção sobre o atual sarcófago do reator nº 4 de Chernobyl. O valor, porém, corresponde a apenas 75% dos 740 milhões de Euros necessários para a obra.

A situação em Chernobyl foi contornada, mas não solucionada. É um acidente que continuou a fazer vítimas anos depois de ter acontecido, envenenando de forma invisível e contínua a tudo próximo do local.

Fontes de consulta ( Acesse para ver informações e fotos ):
Wikipédia ( Acidente nuclear em Chernobil )
Material usado durante o acidente e abandonado por estar radioativo
Imagem: megaconstrucciones.net84.net

Monumento em frente ao sarcófago do reator nº 4 de Chernobyl
Imagem: ceticismoaberto.com

Sites:

Site em espanhol com fotos e informações sobre o acidente em Chernobyl.
Megaconstrucciones
http://megaconstrucciones.net84.net/?construccion=central-nuclear-chernobil 

Fotos da cidade abandonada de Pripyat.
http://www.seinsinuando.com/?p=16403 

Blogs com informações e impressionantes fotos de algumas mutações genéticas causadas em pessoas devido ao acidente em Chernobyl.

Heroísmo ou soldados suicidas? Detalhes sobre como as autoridades soviéticas decidiram sacrificar os presentes no local do acidente para salvar um número maior de pessoas.
Recanto das Letras
http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdefilmes/2877017

Uma história de heroísmo.
Os heróis esquecidos de Chernobyl
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-herois-esquecidos-de-chernobyl 

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Vídeos:

Documentário da NatGeo que investiga e explica as causas do acidente nuclear em Chernobyl e mostra, através de computação gráfica, a sequência de eventos. São mostradas também as medidas para conter a contaminação atômica e algumas consequências nas pessoas próximas ao acidente.

NatGeo – Segundos Fatais – Catástrofe em Chernobyl ( Parte 01 de 04 )

NatGeo – Segundos Fatais – Catástrofe em Chernobyl ( Parte 02 de 04 )
( 12:00 )
https://www.youtube.com/watch?v=KWheYea20Xg   

NatGeo – Segundos Fatais – Catástrofe em Chernobyl ( Parte 03 de 04 )
( 12:00 )
https://www.youtube.com/watch?v=cGK0Rzk24bQ   

NatGeo – Segundos Fatais – Catástrofe em Chernobyl ( Parte 04 de 04 )
( 11:14 )
https://www.youtube.com/watch?v=QcJZ830__68   

Fantástico 2001 – Visita a Chernobyl. ( 7:24 )
O Fantástico volta à região atingida pela radiação, na Ucrânia, 15 anos depois do acidente na usina nuclear. Reportagem exibida em 05/08/2001.

O desastre de Chernobyl: Crônica dos dias graves. ( 6:31 )
Este vídeo mostra imagens captadas pelo cineasta russo Vladimir Shevchenko em abril de 1986, poucos dias depois da explosão no reator nuclear. Os comentários são de Shevchenko, que morreu em março de 1987 devido aos efeitos da radiação. Seu nome não está entre as vítimas oficiais do acidente.

Os heróis de Chernobyl. ( 3:56 )
O vídeo mostra o trabalho das pessoas que se expuseram à radiação por obrigação militar ou como voluntários de uma causa que acreditavam necessária e nobre. Sabiam que podiam permanecer pouco tempo em cada turno de trabalho devido à radiatividade e que a rapidez também era essencial para diminuir os efeitos nocivos do acidente para a população próxima à usina nuclear, por isso faziam seu trabalho o mais rápido possível, a despeito das dificuldades causadas pelo material de proteção.
Com a falha ou ineficiência dos robôs para realizar os urgentes trabalhos de contenção do material radioativo, as autoridades soviéticas adotaram o conceito de "bio-robôs" para as pessoas que trabalhavam de forma controlada na limpeza dos materiais contaminados. A cada toque de sirene os turnos eram trocados e as pessoas, usando roupas com proteção de chumbo que chegavam a pesar de 26 a 30 Kg, saíam rapidamente do local. Os turnos se revezavam em períodos de 40 segundos no início dos trabalhos e foram se estendendo gradativamente a alguns poucos minutos.
Mesmo assim, após vários turnos e aproximadamente uma hora de trabalho acumulado, aconteciam desmaios, sangramento nasal, ardência nos olhos e gosto metálico na boca. Alguns dos trabalhadores não tinham noção da intensidade do perigo que corriam, outros sabiam e o faziam voluntariamente, movidos pelo sentimento de dever. 

O desastre de Chernobyl. ( 1:33:56 )
Este documentário do Discovery Channel mostra depoimentos de trabalhadores, cientistas, políticos e militares envolvidos no acidente nuclear de Chernobyl. Filmagens feitas na ocasião mostram o desafio científico, logístico e político para conter a radiação, evacuar o local e descontaminar pessoas, animais, construções e equipamentos.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Acidentes históricos - Ar

Hindenburg

LZ 127 Graf Zeppelin
Imagem: infoaviacao.com

O incêndio do Hindenburg

As primeiras experiências de voo da humanidade foram em balões, mas nestes podia-se decidir apenas quando se desejava subir ou descer, sem controlar a direção, ficando então dependente dos rumos dos ventos.
O conceito de "dirigível" nada mais é do que um balão que se possa controlar a direção, voando inclusive contra o vento através do uso de motores.

Os brasileiros tiveram papel de destaque na história dos dirigíveis! Em 8 de novembro de 1881, ocorreu em Paris o primeiro voo de uma balão dirigível (Le Victoria), pilotado pelo brasileiro Júlio César Ribeiro de Souza. Em setembro de 1898 o brasileiro Alberto Santos Dumont construiu seu primeiro dirigível (chamado Nº 1), com o balão em formato de charuto, sendo o pioneiro a usar motor à gasolina. Com a força do motor, podia-se pela primeira vez voar contra o vento e, através de um sistema de pesos e contrapesos, mudar de direção. Em 19 de outubro de 1901, Santos Dumont ganha o prêmio Deutsch ao contornar a Torre Eiffel com o Dirigível Nº 6.

A história dos dirigíveis

Os primeiros dirigíveis usavam o gás hidrogênio para encher a única cavidade em forma de charuto (envelope) ou diversos balões dentro do envelope.

O dirigível Graf Zeppelin tinha 213 m de comprimento, transportava 20 passageiros e cerca de 45 tripulantes e um volume de 105.000 m³, sendo o maior dirigível da história até a data de sua construção em 1928. Sua estrutura era baseada num esqueleto de alumínio, revestido por uma tela recoberta por lona de algodão, pintada com tinta prata, para absorver o calor. Dentro da lona existiam 60 pequenos balões inflados com gás hidrogênio. Seus 5 motores Maybach, com 12 cilindros, desenvolviam até 550 HP cada, alimentados com um combustível leve (Blau Gas) e gasolina, que o mantinham no ar a uma velocidade de até 128 km por hora. Tinha capacidade de carga para até 62 toneladas.
Possuía banheiros, sala de jantar e estar, cozinha, salas de rádio e navegação. Contava ainda com 10 camarotes, com dois beliches cada um, que lhe renderam a fama de "hotel voador". Somente era permitido fumar no bar, com os isqueiros próprios do dirigível presos às mesas. Os isqueiros e fósforos dos passageiros eram confiscados no embarque e devolvidos ao desembarcarem.

O primeiro voo do Graf Zeppelin aconteceu em 1928, ligando Frankfurt (Alemanha) a Nova York (EUA), e durou 112 horas. Em 29 de agosto de 1929, comandado por Hugo Eckener, tornou-se o primeiro objeto voador a dar a volta ao mundo, percorrendo 33 mil quilômetros em sete etapas.
O Graf Zeppelin foi construído pela Deutsche Zeppelin-Reederei, empresa fundada em 1928 pelo conde alemão Ferdinand Von Zeppelin, e percorreu mais de 500 mil quilômetros, transportando pelo menos 17 mil pessoas.

Os alemães aprimoraram a eficiência e conforto do dirigível e lançaram o Hindenburg.
Maior dirigível já construído, possuía 245 metros de comprimento e 41,5 metros de diâmetro. Voava a 135 Km/h com autonomia de 14.000 quilômetros de voo, podendo conduzir 50 passageiros e 61 tripulantes.
Seu interior era dividido em dois andares. O andar superior possuía local para descanso, com amplas janelas panorâmicas, sala de jantar e 25 cabines (de 1,5 metros por 2 metros), cada uma contendo beliche, roupeiro, lavatório, mesinha e banco. No convés inferior ficavam os banheiros, uma sala de fumo fechada por uma porta com vedação, cozinha, alojamento da tripulação e a sala de rádio.
A Alemanha usava os dirigíveis como forma de propaganda, demonstrando a superioridade tecnológica do país. 

O desastre do Hindenburg

Após diversas viagens, em 06 de maio de 1937, o Hindenburg explodiu quando fazia manobras para pousar na base aérea de Lakehurst (Nova Jersey, EUA), queimando em aproximadamente 34 segundos.
No momento do acidente, estavam a bordo 97 pessoas (36 passageiros e 61 tripulantes). Morreram 13 passageiros, 22 tripulantes e 1 técnico em solo, em um total de 36 vítimas.
O acidente do Hindenburg foi o primeiro acidente filmado ao vivo.

A comissão norte-americana que investigou o acidente, junto com a companhia Zeppelin, na época atribuiu a causa como consequência de uma manobra durante o pouso que, rompendo um dos cabos internos de sustentação, ocasionou um vazamento de hidrogênio. Este vazamento, juntamente a uma faísca, teriam causado a explosão. O governo alemão sugeriu na época que uma sabotagem teria derrubado o zeppelin, mas esta hipótese não foi comprovada.
Uma investigação recente aponta como possível causa do incêndio o fato do material utilizado na cobertura do dirigível (nitrocelulose recoberta com uma película de alumínio) ser inflamável e que o fogo teria sido causado por uma faísca causada pela eletricidade estática acumulada na nave.

O desastre marcou o fim da era dos dirigíveis rígidos.
Já na época chegou-se à conclusão de que os dirigíveis poderiam voar com mais segurança substituindo o gás hidrogênio pelo hélio, menos eficiente para suspender o veículo, mas com a vantagem de não ser inflamável. No entanto, dois anos após a explosão do Hindenburg começou a Segunda Guerra Mundial, levando ao desenvolvimento da tecnologia da aviação. Os aviões, voando com velocidades mais altas, carregando mais passageiros e menos vulneráveis às condições atmosféricas, tornaram os dirigíveis obsoletos.
Atualmente os dirigíveis são usados em atividades de monitoramento ambiental, publicidade, vigilância aérea e captação de imagens para televisão, aproveitando-se do fato de serem econômicos e pouco poluentes, já que usam pouco combustível.

O Graf Zeppelin II fez seu voo inaugural em 14 de setembro de 1938.
Em consequência do acidente do Hindenburg, somente funcionários da Deutsche Zeppelin-Reederei foram autorizados pelo governo alemão a voar no dirigível, não sendo permitido o transporte de passageiros.
O motivo da restrição se deve ao fato de que na época somente os EUA possuíam gás helio inerte em quantidade suficiente para a operação da nave. Após a anexação da Áustria pela Alemanha em março de 1938, os EUA se recusaram a fornecer o hélio e o Graf Zeppelin II operou provisoriamente com o gás de hidrogênio (o mesmo usado pelo Hindenburg).
Em seus trinta voos entre 1938 e 1939 não foi utilizado para o transporte de passageiros, mas realizou tarefas de transporte de cargas, experiências científicas, espionagem e propaganda, espalhando panfletos e tocando músicas patrióticas através de alto-falantes. 

O fim dos Zeppelins

Nenhum acidente foi registrado com o Graf Zeppelin em cerca de uma década de operação. Em abril de 1940, o LZ 127 Graf Zeppelin e o LZ 130 Graf Zeppelin II foram desmanchados para que o alumínio de suas estruturas fosse utilizado pela Alemanha para a construção de aviões por causa da Segunda Guerra Mundial. Em 06 de maio de 1940 os enormes hangares dos dirigíveis foram demolidos e seu metal foi usado para confecção de material bélico.

Dos dirigíveis fica a nostalgia de um tempo em que a humanidade avançava em um ritmo onde a maioria das pessoas tinha tempo de se maravilhar com coisas simples e demoradas conquistas.

Fontes de consulta ( Acesse para ver informações e fotos ):
Wikipédia

LZ 129 Hindenburg
Imagem: arcanjodan.blogspot.com.br

LZ 129 Hindenburg
Imagem: arcanjodan.blogspot.com.br

LZ 130 Graf Zeppelin II
Imagem: balduin.wordpress.com

Para entender melhor a história dos zeppelins, baixe a apresentação no link abaixo, com informações sobre seus maiores representantes.

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Link para baixar o PowerPoint:

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Sites:

Como funciona um dirigível
Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/LZ_127_Graf_Zeppelin

LZ 129 Hindenburg
Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/LZ_129_Hindenburg

LZ 130 Graf Zeppelin II (Em inglês. Recomenda-se a utilização do tradutor.)
Wikipédia
http://en.wikipedia.org/wiki/LZ_130_Graf_Zeppelin 

LZ 130 Graf Zeppelin II (Em inglês. Fotos.)
http://balduin.wordpress.com/2009/12/30/lz-130-graf-zeppelin-ii 

Acidente do Hindenburg
http://arcanjodan.blogspot.com.br/2010/10/acidente-do-hindenburg.html

Memória Aeronáutica: A história do Zeppelin no Brasil

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Vídeos:

Os vídeos abaixo são repetitivos, mas se completam:

O acidente com o Hindenburg – Testemunha da História ( 2:26 )
Documentário narrado pelo jornalista Boris Casoy.

A Explosão do Hindenburg (1937) ( 5:27 )
Boas cenas do Zeppelin gigante sobre Nova York em 09 de maio de 1936, em viagem antes do acidente. Mostra também a filmagem do acidente ocorrido em 06 de maio de 1937, em Nova Jersey.
Preto e branco. Mudo.

Filme Desastre do Hindenburg (1937) ( 5:00 )
Filmagem original da Pathe, do arquivo britânico, mostra o Hindenburg voando sobre seu terreno de aterragem em Lakehurst, Nova Jersey, na ocasião de seu acidente.
Preto e branco. Áudio em inglês, sem legendas.

O Hindenburg em filmes caseiros ( 5:13 )
https://www.youtube.com/watch?v=2JiL9lmH4Qo   
Compilação de pequenos filmes feitos dentro do dirigível.
Preto e branco. Músicas da época usadas como fundo.

Segundos Fatais – O desastre do Hindenburg ( 47:00 )
https://drive.google.com/file/d/0B1E25FgJqqSmQWhmY2JjWUIyMXM/edit?usp=sharing    
Documentário da Nat Geo que investiga e mostra, através de computação gráfica e modernas técnicas de testes, as causas do incêndio do Hindenburg.
Colorido. Áudio em inglês, sem legendas. 
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