sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Capela Sistina

A história da Capela Sistina

Imagem: julianobaeta.no.comunidades.net

A Capela Sistina está situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de grandes pintores, que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio, criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde sua consagração, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido. Em ocasiões em que são feitas reuniões, os afrescos da parte inferior de suas paredes são protegidos por cortinas, para evitar danos às pinturas.

Inicialmente destinada ao culto particular dos papas, a capela teve seu projeto realizado por Baccio Pontelli. A abóbada era decorada por um teto azul com estrelas douradas até a intervenção de Michelangelo, entre 1508 e 1512, ficando desde então repleta de cenas pintadas apenas pelo artista.

A pintura no teto da Capela Sistina é considerada a obra mais perfeita e detalhada criada por Michelangelo. O artista utilizou a técnica de pintura afresco, concebendo as figuras retratadas como esculturas. A princípio ele iria pintar os doze apóstolos, mas mudou o tema para cenas relacionadas com as histórias do antigo testamento da Bíblia do livro do Gênesis.

A pintura no teto da Capela Sistina foi realizada em meio ao conflituoso relacionamento de Michelangelo com o papa Júlio II, ambos de temperamento forte.
Michelangelo estava criando as esculturas para o túmulo do papa quando este deu a ele em 1508 a tarefa de pintar o teto da Capela Sistina. O artista inicialmente recusou o trabalho, alegando ser um escultor e não pintor. Desconfiava que o papa insistia que ele pintasse a capela motivado pelas provocações do arquiteto do papa - Bramante, que teria a intenção de prejudicar sua reputação e carreira diante de resultados questionáveis. Para não ser afrontado por Bramante, aceitou o trabalho, mas deixou claro seu descontentamento no recibo do primeiro pagamento para realização da pintura, em maio de 1508, escrevendo que ele, um escultor, recebera quinhentos ducados para pintar a capela.

Michelangelo dispensou os auxiliares contratados por Bramante e trabalhou sozinho. Ele mandou também tirar os andaimes que o arquiteto da papa havia montado e colocou tapumes que escondiam todo o trabalho que estava desenvolvendo para que olhos invejosos não o atrapalhassem e ninguém, nem o papa, pudessem ver o que fazia.
A saúde do artista ficou debilitada por conta do excesso de trabalho para realizar a pintura do teto da Capela Sistina. Permanecia horas deitado nos tapumes, com a cabeça encurvada para trás, olhando para o teto, o corpo retorcido para se desviar dos pingos de tinta nos olhos. Trabalhou tanto nesta posição que tempos depois ainda inclinava a cabeça para trás para ler algo que lhe dessem e só conseguia enxergar assim. Às vezes trabalhava tarde da noite na cansativa tarefa. O clima de Roma retardava mais ainda os trabalhos porque provocava manchas nas pinturas e Michelangelo tinha que corrigi-las constantemente.

O papa Júlio II, entre desconfiado e ansioso com relação ao trabalho de Michelangelo, interrogava-o frequentemente para saber quando ficaria pronto, ao que o artista respondia “Quando eu acabar!”, enfurecendo o papa. Em algumas ocasiões Michelangelo desistiu de terminar o serviço, tentando devolver o dinheiro até então recebido e desculpando-se a Júlio II, que sempre recusou a desistência, pressionando Michelangelo a correr com o trabalho e finalizá-lo. Numa das diversas discussões do artista com o papa, Júlio II lhe bateu fortemente com o cajado nas costas na presença de outros cardeais e disse a Michelangelo se este não terminasse logo as pinturas seria jogado dos andaimes.

Na fase final da obra, ao mostrar o resultado preliminar ao papa, acompanhado de seus assistentes, muitos no Vaticano afirmaram que as figuras nuas eram vergonhosas e até mesmo eréticas, solicitando mudanças. Michelangelo afirma ter pintado o homem em sua glória, nu como veio ao mundo, com sua pureza original, e que não mudaria sua obra, preferindo destruí-la. Apoiado pelo papa, Michelangelo mantém suas pinturas sem interferências e aos 37 anos termina a pintura do teto da Capela Sistina, após pouco mais de quatro anos de trabalho solitário.

Há teorias de que Michelangelo, para demonstrar seu descontentamento com as pressões que sofreu da Igreja, teria colocado partes da anatomia humana escondidas entre suas pinturas, misturando o profano ao divino. Para chegar à capela é necessário passar antes pelos Museus do Vaticano. O trajeto é longo, mas vale a pena percorrê-lo apreciando as obras.

Imagem: saojudasbh.com.br

Fontes:

Wikipédia
Capela Sistina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_Sistina

Wikipédia
Teto da Capela Sistina

Wikipédia
Restauração dos afrescos da Capela Sistina

Michelangelo Club
A Capela Sistina

Mundo Estranho
Como Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina?

Último Segundo
Cientista revelam segredos de Muchelangelo na Capela Sistina
http://ultimosegundo.ig.com.br/cientistas-revelam-segredos-na-capela-sistina  

Imagem: karen.fashionbubbles.com

Para fazer uma visita virtual à Capela Sistina, acesse o link abaixo e espere carregar a memória (não é necessário instalar nenhum programa).
Após carregar, aperte o botão esquerdo do mouse nas partes de cima, baixo e lados na tela, mudando a direção da imagem. É possível também aproximar para ver detalhes usando a roda no mouse ou os comando à esquerda e abaixo na tela e depois afastar-se novamente.
http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cores

As cores do mundo
PowerPoint (PPS)
Autor: Sylvio Bazote

Imagem: papeltinteiroedesatinos.wordpress.com 

Se o mundo não acabar hoje, termina pelo menos a primavera, que neste ano aconteceu entre 22 de setembro e 21 de dezembro. Como a primavera é a época das flores e das cores, para homenagear o fim deste ciclo resolvi fazer esta postagem tornando disponível cinco apresentações de PowerPoint tendo as cores como tema e belas músicas clássicas como fundo.

Tempos atrás meu amigo Ednaldo me enviou um PowerPoint com diversas fotos tendo o branco como tema. Isso me deu a ideia de ampliar esta proposta. Copiei algumas fotos deste PowerPoint e procurei outras na Internet para fazer novas apresentações. Escolhi as cores básicas (branco e preto) e primárias (azul, amarelo e vermelho), as cores que combinadas criam uma gama de novas cores.

O significado das cores varia de acordo com a percepção individual ou coletiva em diferentes lugares e momentos. Para se ter uma ideia, em algumas culturas a cor do luto é o branco e o preto é a cor da sedução. Portanto, cada um que veja o que quiser ou puder.

Quando fiz estas apresentações, tempos atrás, estava concentrado em procurar imagens belas ou significativas e não me atentei com os autores (fotógrafos e sites) de onde ia encontrando as imagens, sendo agora muito trabalhoso e provavelmente impossível creditar suas autorias. Peço desculpas por esta falha.

Espero que ache legal esta viagem visual.

Baixe as apresentações nos links abaixo.
• Após acessar o link, ignore a mensagem informando erro para visualizar o documento, se esta aparecer. O problema é apenas na visualização, mas o documento está disponível para ser baixado sem problema.
• Clicar em "Arquivo" abaixo do nome da apresentação e depois clicar em "Fazer download"; ou
 Ciclar na palavra here” ou “aqui em azul, se você usa o Google Chrome.

Links para baixar os PowerPoints:

Branco

Preto

Azul

Amarelo

Vermelho

sábado, 15 de dezembro de 2012

PT

O Partido dos Trabalhadores que não trabalham

Imagem: facebook.com

Normalmente sou contra comentar política, mas li recentemente no jornal da cidade onde moro uma notícia que chamou minha atenção e acrescentou mais decepção e indignação na minha percepção sobre o Partido dos Trabalhadores. A reportagem, que está no primeiro link ao final desta postagem, mostra que dos candidatos à prefeitura de Juiz de Fora, a candidata do PT foi a única a gastar acima do que arrecadou (arrecadou 1,49 milhão e gastou 4,8 milhões). Gastou mais do que o dobro do dinheiro que tinha disponível. A dívida será assumida pelo PT, que tem os cofres de Brasília à disposição para pagar as contas dos candidatos derrotados. A mesma reportagem afirma que os candidatos dos outros partidos que concorreram à prefeitura de Juiz de Fora fizeram o óbvio e gastaram menos do que arrecadaram, não arrumando dívidas para serem administradas por seus partidos. A reportagem mostra que em Minas Gerais o PT teve candidatos concorrendo nas 10 cidades com maiores eleitorados e que, em 7 de 10 cidades, os candidatos do PT gastaram mais dinheiro do que tinham disponível e ficaram devendo. Acredito que também nesses casos o partido vai assumir a conta da falta de noção e competência para gastar dinheiro em campanhas políticas.

Me vieram à mente dois questionamentos: 
1 - Se os candidatos do PT não conseguem administrar bem nem o dinheiro de seus pequenos comitês eleitorais, o que não farão com os cofres das prefeituras quando assumem.
2 - O PT só é contra gasto de dinheiro quando está na oposição? Quando está à frente do governo, não mede despesas para se manter no poder, gastando tudo o que tem e o que não tem. O PT não era o partido dos trabalhadores pobres para o povo? Onde foram parar as críticas dos candidatos petistas que escutei durante anos nas campanhas (quando o PT era um pequeno partido sem recursos e de oposição) que o dinheiro de campanhas políticas seria melhor gasto pelos políticos em melhorias para hospitais e escolas, e que as ideias e não a propaganda é que deveriam decidir votações? 
É a mesma dinâmica do Lula que criticava Fernando Henrique Cardoso por viajar muito e fazer turismo internacional com dinheiro público, mas quando este trabalhador que parou de trabalhar por falta do dedo mínimo da mão direita (algo que inquestionavelmente não incapacita uma pessoa para o trabalho!) foi eleito, não só fez um número maior de viagens para o exterior do que Fernando Henrique, como seu governo ainda comprou um novo avião presidencial, mais caro e luxuoso, para fazer suas viagens à custa do Imposto de Renda e ficar contando suas piadinhas desnecessárias em encontros internacionais, onde não fez acordos vantajosos para o país.

Imagem: uhull.com.br

Acompanhei e apoiei por anos a trajetória do PT como um partido político com propostas e características populares, e me sinto decepcionado e traído pelo modo com os petistas corromperam seus ideais e, consequentemente, tornaram-se corruptos.
Na primeira vez que o Lula se candidatou à presidência da República, em 2002, votei nele porque acreditava que seria um governante de perfil popular e, mesmo que cometesse erros, ao menos seriam erros diferentes.
Além do despreparo para governar (que eu já esperava) fiquei decepcionado com a hipocrisia e inércia de Lula e do PT. Por décadas os petistas lutaram para chegar ao poder e, quando finalmente conseguiram, se especializaram em fazer de tudo para manter-se nele, acendendo uma vela para Deus e outra para o Diabo, tentando agradar a todos para garantir reeleições. Entre provas de corrupção e ineficiência, alguns partidários com mais caráter e coerência abandonaram o PT ou foram expulsos do partido. Com o início das mordomias terminou o tempo das ideologias! A nova luta do PT é para garantir governos no maior número possível de estados e municípios, apoiado por uma horda de fanáticos cegos, que não admitem ou justificam os mais notórios e comprovados casos de traição aos ideais populares da origem do partido, subornos, desvios de dinheiro e incompetência.


Imagem: juniao.com.br 

Votei no Lula antes e em 2002, quando foi eleito presidente da República pela primeira vez. Nas eleições daquele ano fiz algo que não havia feito até então e não pretendo repetir: para senadores e deputadores federais votei na legenda do PT ao invés de votar numa pessoa específica. Pensava que, se eleito, Lula precisaria do maior apoio possível no Congresso Nacional para colocar em prática suas leis e projetos. No início de seu primeiro governo, o então presidente Lula teve um enorme apoio popular e do Congresso, provavelmente o maior que um presidente do Brasil já pôde contar. Naquele momento pareceu-me que praticamente todos estavam encantados e favoráveis a mudanças e às propostas do PT. Lula e os integrantes do Partido dos Trabalhadores tiveram a oportunidade, mas não a vontade! Nada propuseram ou fizeram, preferindo nada fazer para não desagradar ninguém e conquistar aliados políticos. O Brasil perdeu uma oportunidade singular de mudar para melhor, resolvendo ou diminuindo velhos problemas que até hoje continuam sem solução. Lula continuou a fazer o que mais fez na vida: falou muito e trabalhou pouco! Entre discursos e piadinhas quase diárias, não sobrou tempo para reuniões sérias, traçar estratégias e acompanhar resultados para resolver problemas nacionais.
O presidente "pop star" do PT, entre suas muitas e confortáveis viagens pelo exterior, quase sempre acompanhado de numerosa e desnecessária assessoria (pagos pelos cofres públicos), para encontros improdutivos e declarações às vezes vergonhosamente ignorantes e superficiais, permitiu, com muita simpatia e justificativas inconsistentes, que o país amargasse calotes dos vizinhos bolivianos, equatorianos e paraguaios, administrando o Brasil como quem gerencia um pequeno boteco próprio. Como nação perdemos dinheiro, contratos, patrimônio e importância política internacional por conta da atitude passiva e despreparada do PT.
A cada reportagem com provas de corrupção e incompetência em seus governos, Lula se limitava sempre a declarar que não sabia de nada, como se ter um presidente incompetente fosse menos prejudicial ao país do que ter um presidente desonesto. A lógica pueril e limitada do Lula, que recebeu diversas homenagens e diplomas de universidades pelos resultados “superiores” de suas ações e teorias, parece ser a de que se não souber de nada ele não pode ser responsabilizado e não precisa tomar nenhuma atitude que possa gerar inimizades que dificultem sua perpetuação e a do PT no poder. Se Lula não foi desonesto, foi conivente com a desonestidade do PT durante seu governo. É bom e desejável um chefe que não percebe as deficiências daquilo que está sob sua responsabilidade e, quando é informado sobre elas, protela ao máximo as atitudes para corrigi-las?

Imagem: diogosalles.com.br

PT : Partido dos Traidores

Alguns partidos têm origem e propostas não bem definidas. Não é o caso do PT, que surgiu como um partido popular que defendia melhorias para os trabalhadores e pobres. Na minha opinião, por este motivo, fica mais evidente a traição às suas propostas iniciais, pois quando chegaram ao poder, os petistas passaram a fazer o que sempre criticaram  e pior na falta de criatividade e inteligência usam as mesmas justificativas que desaprovavam em seus antigos adversários.

Foram diversas as ocasiões em que Lula hipocritamente afirmou não conhecer algumas pessoas envolvidas em desvio de dinheiro, fraudes em contratos e outras ações desonestas, mesmo quando a imprensa mostrava o óbvio da mentira com fotos e cópias de documentos que confirmavam o contato entre ele e as pessoas que afirmava não conhecer.  O Lula que afirmou publicamente por diversas vezes sobre a falta de caráter de certos políticos e práticas, quando eleito presidente da República, em seu primeiro mandato os abraçou com moderada simpatia e no segundo mandato já defendeu as pessoas e ações que tanto criticava, sem memória e pudores.

Imagem: welbi.blogspot.com

Se as ditaduras de direita causam repúdio aos petistas, as mortes e torturas causadas pelos ditadores de esquerda como Fidel Castro e Hugo Chávez não têm problemas, uma vez que Lula realizou visitas a ambos, repletas de abraços e trocas de gentilezas, inclusive com declarado apoio político em certas ocasiões. Em 2011 o PT tentou aprovar lei que diminuía a liberdade de imprensa, que insistentemente denunciava corrupção, desvio de dinheiro e tráfico de influência nos governos do presidente Lula. A demagogia ficou acima da democracia na legenda do PT!

Imagem: condominiodeideias.blogspot.com

Se o alienado acadêmico Fernando Henrique Cardoso prejudicou a educação brasileira ao inviabilizar a reprovação de alunos ineficientes ou desinteressados para manter boas estatísticas com a ONU, o pseudotrabalhador Lula prejudicou o trabalho instituindo todo tipo de “bolsa coitadinho” e “bolsa vagabundagem” para garantir público eleitoral. Entre comprovados casos de corrupção e incompetência na destinação e controle do dinheiro dessas bolsas, não foram poucas as empregadas domésticas (e imagino outras categorias) que vi pedindo demissão porque, feitas as contas, compensava mais ficar desempregada às custas da classe média e rica que financiavam bolsa escola, bolsa gás e bolsa energia elétrica. É o Partido dos Trabalhadores incentivando ao não trabalho (sustentado pelo governo), talvez inspirado na “carreira profissional” de sua estrela maior: Lula. 
O PT transmite uma clara ideia: não é necessário trabalhar, basta votar em nós e te sustentaremos! De forma proposital ou equivocada a política do PT para os pobres através de suas bolsas é a de concessão de esmolas, não dignidade. Cria um pacto de dependência e inércia entre população e governo. Outros partidos podem querer não sustentar quem não quer trabalhar (e educar), então mantenha-se o PT no poder, numa clara ideologia das necessidades pessoais acima dos benefícios coletivos. Política com “P” maiúsculo é a ação para atender interesses coletivos com resultados duradouros! Quando acabarem todas essas bolsas, qual será a mudança na vida daqueles que dependem delas e as perspectivas desses beneficiados a médio e longo prazo? Muitos realmente não se importam de passar toda a vida com o título eleitoral em uma das mãos enquanto a outra está estendida aguardando a melhor oferta!

Imagem: blogs.estadao.com.br

Dilma Rousseff parece ser uma pessoa coerente entre seu discurso e prática, focada e empenhada em atingir os objetivos a que se propõe, mas isso não muda o fato de que o PT precisa de uma grande reforma em sua ideologia, prática e atuais integrantes para fazer uma política popular e não populista, como faz atualmente, com a troca de "favores ao povo" pelo apoio à estrela do PT.
Os fatos falam mais alto do que a demagogia: o PT se tornou o partido dos trabalhadores que não querem trabalhar, dos intelectuais que não conseguem atualizar suas ideias e dos pobres que querem gastar mais do que tem.

Texto: Sylvio Bazote


Imagem: transparenciaangra.blogspot.com


Tribuna de Minas
Dívida da campanha de Margarida é de 3,3 milhões

Centro de Mídia Independente
Lula, o aposentado
Lula viaja mais do que FHC, a quem criticava. Por que tantas vezes à Venezuela de Chávez?
Oposição critica proposta do PT de controlar imprensa
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/65228_OPOSICAO+CRITICA+PROPOSTA+DO+PT

Brasil Escola
Populismo
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/populismo-1.htm 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Jogo de bola mesoamericano

O jogo de bola mesoamericano

Campo de jogo de bola zapoteca em Monte Albán (México)
Imagem: pt.wikipedia.org

O jogo de bola mesoamericano era um desporto com associações rituais religiosas, praticado ao longo de mais de 3000 anos pelos povos da Mesoamérica antes da chegada dos europeus. A Mesoamérica compreende a região que vai do sul do México à Costa Rica, na América Central. 

Uma versão moderna do jogo chamada ulama continua a ser jogada em alguns locais pelos habitantes locais. Centenas de campos de jogo de bola pré-colombianos foram encontrados desde o Arizona (EUA) até a Nicarágua e também em várias ilhas do Caribe como Cuba e Porto Rico, o que demonstra a popularidade deste esporte. Apesar de ser jogado casualmente como simples recreação, inclusivamente por mulheres e crianças, o jogo tinha também importantes aspectos rituais, e grandes jogos formais eram realizados periodicamente.

A maioria dos campos de jogo de bola tinham forma de “i” maiúsculo, com uma zona central comprida e estreita, com paredes inclinadas ou com degraus em ambos os lados, pintadas com cores fortes, que eram usadas pelos jogadores na disputa pela bola. Essas paredes mediam em média de 2 a 4 metros de atura. As extremidades do campo de jogo aparentemente recebiam estruturas temporárias onde os espectadores se sentavam. Estima-se que o tamanho médio dos campos de jogo fosse 36.5 por 9 metros, apesar de existir uma grande variação de acordo com o tamanho da cidade onde está localizado. O maior de todos os campos de jogo conhecidos é o campo principal de Chichén Itzá (México), com 140 metros de comprimento e 35 de largura (maior que um campo de futebol), não possui rampas inclinadas em suas laterais e seus muros medem 6 metros de altura.

Os campos, em especial aqueles situados nas principais cidades maias do período clássico tardio, eram espaços públicos utilizados para diversos acontecimentos culturais da elite e para atividades rituais como atuações musicais e festivais. Muitas vezes músicos tocavam durante os jogos. Cabeças esculpidas e muitas vezes cabeças troféu (de jogadores de times derrotados) eram cravadas em placas de madeira em volta do campo.

A bola era de borracha compacta feita a partir de látex obtido de uma árvore (Castilla elástica) nativa das áreas tropicais do sul do México e da América Central. Esta bola variava de tamanho de acordo com o local e ao longo do tempo, medindo de 20 a 30 cm de diâmetro e pesando de 1,5 a 4 quilos. O peso e força desta bola dura às vezes causavam fraturas e mortes nos jogadores.

Os jogadores utilizavam proteções acolchoadas por algodão, enroladas à volta de placas geralmente feitas de madeira colocadas na cintura. Peles de veado e jaguar pintadas com cores fortes eram usadas à volta das coxas proporcionando proteção adicional. Os jogadores utilizavam também almofadas nos joelhos e proteções nas pernas e antebraços. Em certas ocasiões rituais ou politicamente importantes, os jogadores usavam elaborados ornamentos de cabeça ou máscaras, que muitas vezes foram retratados em vasos de cerâmica pintada encontrados em trabalhos arqueológicos.

O objetivo do jogo era enviar a bola através de um de dois aros verticais colocados um de cada lado do campo de jogo. A quantidade de jogadores por time podia variar de dois a cinco, mas normalmente cada time era composto por sete jogadores. Na versão mais comum do jogo, a bola era atirada à mão para o campo e a partir desse momento os jogadores apenas podiam bater a bola de um lado para o outro do campo com as coxas, braços e quadril (sem chutar ou agarrar com as mãos), até atravessar a bola pelo aro da equipe adversária, colocado na parede lateral do campo. Geralmente, a partida terminava quando uma das equipes marcava o primeiro gol, mas a vitória poderia também ocorrer com uma quantidade de gols estabelecidos previamente.

Tratava-se de um jogo extremamente violento. Ocorriam frequentemente ferimentos graves infligidos pela bola densa e pesada ou por outros jogadores e as mortes eram relativamente comuns. Não se sabe se era permitido o contato físico proposital e contínuo entre os jogadores ou apenas os ocorridos na disputa pela bola.

Em algumas ocasiões, as cerimônias após a partida incluíam o sacrifício do capitão e de outros jogadores da equipe derrotada. O crânio de um perdedor (normalmente o capitão do time derrotado) podia ser utilizado como o núcleo à volta do qual se fazia uma nova bola. Os sacrifícios humanos tornaram-se um desfecho comum para as partidas do Jogo de Bola Mesoamericano, particularmente nos campos de jogo de cidades poderosas. Os nobres maias do clássico tardio eram ao mesmo tempo guerreiros e jogadores de bola. Os prisioneiros de guerra jogavam com os vitoriosos, com um desfecho pré-determinado. Após o jogo, que era uma reconstituição ritual da derrota de uma cidade-estado, os cativos eram muitas vezes decapitados ou os seus corações eram arrancados num sacrifício de sangue. As paredes do principal campo de jogo de bola da cidade de Chichén Itzá retratam equipes adversárias com o líder da equipe vencedora segurando a cabeça decapitada do líder adversário.

Os putunes e os toltecas foram os difusores da prática e não existem testemunhos do jogo de bola praticado pelos maias do período clássico, mas talvez o jogo praticado pelos astecas e testemunhado pelos espanhóis no século XVI possa ser comparável. No jogo de bola asteca perdia pontos o jogador ou equipe que deixasse a bola tocar no solo mais de uma vez antes de enviá-la de volta ao meio-campo adversário, que deixasse a bola sair do campo ou que falhasse na tentativa de fazer a bola de borracha atravessar os aros colocados em cada parede lateral.

Mapa da Mesoamérica
Imagem: mx.kalipedia.com

Campo de jogo de bola zapoteca em Yagul (México)
Imagem: pt.wikipedia.org

Campo de jogo de bola em Copán (Honduras)
Imagem: en.wikipedia.org

Campo de jogo de bola em Chichén Itzá (México)
(Veja na parede à direita o aro por onde a bola deveria passar)
Imagem: flickr.com

Aro do campo de jogo de bola em Chichén Itzá (México)
Imagem: pt.wikipedia.org

Para mais detalhes sobre o jogo de bola mesoamericano, acesse os links abaixo:

Wikipédia
Jogo de bola mesoamericano

Discovery Brasil
O jogo de bola

O Globo
Time de guerreiros

Vídeos:

Estes vídeos foram gravados no México em 2010 e 2011 como exibição em uma programação turística, portanto obviamente não têm as mesmas características e energia com que os jogadores disputavam por suas próprias vidas ou prestígio social em questões políticas ou ocasiões religiosas.


Jogo de bola mesoamericano
( 0:39 )
Este vídeo mostra os times passando a bola um para o outro como exibição da dificuldade do controle da bola. O jogo não tinha essa dinâmica e sim a de, a partir do momento que a bola era jogada no campo, os jogadores dos times competirem pelo controle da bola.



Xcaret – Teatro Gran Tlachco
( 4:04 )
Este vídeo mostra a dificuldade de se marcar um ponto (ou gol), mesmo quando os times estavam se exibindo, sem disputa de bola.
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