terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Adote um preso

Menores infratores apoiados por maiores impostores
ou
Discurso e prática dos direitos humanos

Menoridade infratora e maioridade penal
( A terceirização do crime )

Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não existia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução.
Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me honraram mais com suas visitas e … os menores ficaram presos.
É assim que funciona a esquerda caviar.

Por Rogério Medeiros Garcia de Lima
Desembargador em Belo Horizonte (MG) 

Publicado em:
Folha de São Paulo  Painel do Leitor
Direitos humanos  Uma proposta para a esquerda caviar

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Após a publicação do texto acima, o desembargador foi criticado pelas boas almas de plantão, para as quais ele escreveu o seguinte:

Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no imposto de renda.

Publicado em:
Folha de São Paulo  Painel do Leitor  10 de janeiro de 2014
Desembargador critica defensores dos direitos humanos
As diferentes fases (e faces) do menor infrator
( Autor: Jota A )

3 anos se passaram...
Nos tornamos reféns de nossa (in)ação ou agentes de transformação?

Impunidade (i)moral
( Prejudicial teatro social )
Imagem: http://www.ivancabral.com/2013/05/charge-do-dia-menor-infrator 


Preso tem que dar lucro!

Penso que criminosos devam ser tratados simultaneamente e sempre com zelo e rigor. Que tenham condições adequadas de conforto e higiene no confinamento em delegacias, presídios e penitenciárias, com acesso a dignidade humana e possibilidades de aprimoramento pessoal e social, mas lembrando que enquanto estiverem na condição de prisioneiros do Estado são devedores de trabalho e reparação para a sociedade, não o contrário.
Há estudos na Europa e Estados Unidos que demostram que aos 12 anos, numa educação convencional, uma pessoa já tem bem definidos os conceitos básicos de convivência social, sabendo ser reprovável atitudes que coloquem em risco a integridade física e emocional de outras pessoas, tais como ofender, espancar, estuprar, roubar, matar, entre outras.
Ao cometer tais atitudes, com raras exceções de degenerações neurológicas, a pessoa é agente ativo de uma escolha que sabe ser prejudicial para outros, mas que lhe traz algum tipo de lucro material ou emocional. 
Por opção pessoal ou deficiência educacional, fato é que quem comete crimes não pode ficar impune para continuar a cometê-los, prejudicando recorrentemente outras pessoas. Devem ser privados do direito à liberdade e submetidos a uma rotina de atividades físicas e mentais que ocupem todo seu dia, de modo que produzam bens e serviços para a sociedade onde vivem e novos conhecimentos a atitudes para si mesmos, construindo uma postura adequada para o retorno do convívio social.
Penso que 14 anos é uma boa idade para se definir como início da maioridade penal! Depois disso já se tem força e discernimento suficientes para deixar de ser tratado como criança, no caso de se praticar um crime.
Ao longo da história diversas nações ocuparam seus criminosos presos com atividades que começavam obrigatoriamente às 06:00 e terminavam às 22:00, incluindo serviços manuais, exercícios físicos e estudos intelectuais, religiosos e filosóficos, entre curtos períodos para descanso e higiene. Essa rotina, além de ocupar e cansar o detento a ponto de dificultar a coordenação de rebeliões, produz lucros para o sistema prisional de forma que o prisioneiro pague todos os custos necessários para manter sua detenção e, se possível, gere lucro excedente, que fica com o Estado ou é repartido entre o detento e o governo; em alguns casos também com as famílias prejudicadas pelos crimes e/ou a família do preso. Os presos plantavam seus alimentos em hortas dentro das penitenciárias, preparavam sua comida, produziam os objetos usados na detenção e faziam os reparos das instalações. Preso que se recusava a trabalhar não ganhava comida e ficava isolado sem atividades até que voltasse ao trabalho ou morresse de fome, como consequência de uma escolha do detento. Nessas sociedades é baixa a recorrência de criminosos libertados, pois a rotina carcerária é tão desgastante que muitos se mantém dentro da lei, se não por honestidade, por preguiça, preferindo uma vida limitada porém menos cansativa. 
Família de preso não tem que ganhar nenhuma ajuda financeira do governo! Pelo contrário. Os responsáveis pela criação de uma pessoa que pratica crime, principalmente os que o fazem enquanto ainda são menores de idade, deveriam indenizar as pessoas e famílias afetadas pelos crimes.
Criminosos têm direitos humanos, mas enquanto estiverem submetidos ao sistema prisional eles têm mais obrigações sociais do que direitos individuais! Reservar mais atenção e possibilidades para os desonestos e violentos do que para os honestos e ordeiros é desestimular o bem viver e sustentar os desvios de conduta. Que cada um colha aquilo que planta para se tornar mais atento ao que semeia!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Ferromodelismo



Modelismo ferroviário

Trem elétrico é diferente de Ferrorama!

O Ferromodelismo, Ferreomodelismo ou Modelismo Ferroviário é um hobby que consiste na construção, em escala reduzida, de veículos e estruturas ferroviárias (locomotivas, vagões, bondes, cenários etc.).

Ferromodelismo não é brincar de trenzinho! Brincar de trem é comprar uma locomotiva à pilha (ou elétrica), encaixar os trilhos que vêm junto com ela, colocando-os sobre o chão ou numa mesa, ligar a locomotiva e passivamente vê-la dando voltas pelo circuito disponível. O ferromodelismo pede uma combinação de habilidades nas áreas de eletricidade, marcenaria e artes plásticas, entre outros dons em menor ou maior escala, dependendo do tamanho da maquete e do número de linhas ferroviárias que se deseja controlar.

Pessoalmente acredito que a maior motivação de um ferromodelista seja a sensação de que, possuindo sua própria ferrovia, políticos ou empresários não impedirão o prazer de ver um trem andando, mesmo que seja em escala reduzida e fechado dentro de um cômodo. 
Imagino que para muitos isso não seja compreensível ou não compense o gasto de tempo, dinheiro e espaço envolvidos na construção e manutenção da maquete, mas os ferromodelistas criam ali um pequeno mundo no qual trem, trilhos e estações ferroviárias têm espaço garantido.

Tecidos, gesso, cimento, areia, pedra, água, papel machê, cola, borracha, silicone, madeira, serragem, espuma, isopor, aço, ferro, fios elétricos, disjuntores, outros materiais e ferramentas são pesquisados e adaptados de acordo com cada projeto na construção de uma maquete ferroviária.
Ser ferromodelista não é fácil! A montagem das maquetes exige atenção, tempo e o custo da manutenção do hobyy é alto. Mas isso não é problema para os apaixonados pelos pequenos trens. Eles encaram como um desafio a construção de suas ferrovias.

Maquete ferroviária residencial

A história do ferromodelismo

As primeiras miniaturas de trens das quais se tem notícia, foram fabricadas por artesãos alemães na década de 1830. Essas miniaturas, feitas de latão, eram frágeis, não tinham partes móveis e eram empurradas manualmente sobre trilhos. Logo os franceses criaram suas miniaturas com uma decoração mais sofisticada, no entanto não corriam em trilhos. Ao invés disso, eram empurradas no chão. Berço da revolução industrial, os fabricantes de brinquedos ingleses encararam a miniaturização de trens de forma mais séria. A construção de um dos primeiros modelos movidos a vapor é atribuída a Sir Henry Wood.
Os artesãos europeus dedicados à fabricação de instrumentos musicais foram os primeiros a se dedicar a fabricação de trens de brinquedo, e logo passaram a utilizar mecanismos de relógios para eliminar os problemas das primeiras versões à vapor. Modelos complexos feitos de bronze foram feitos para crianças de famílias ricas pela inglesa Newton & Co., no entanto não eram realistas nem seguiam uma escala.

Como os modelos europeus eram muito caros para que fossem comercializados nos Estados Unidos, os fabricantes americanos se apressaram em produzir em massa as réplicas de trens, barateando sua produção e atendendo ao voraz e competitivo mercado interno. Mathias Baldwin, fundador da Baltimore Locomotive Works, fez um modelo de trem de passageiro na década de 1830. Já ao final daquela década, vários outros fabricantes de modelos em escala já estavam produzindo suas próprias versões. A George Brown & Co., de Connecticut, produziu o primeiro modelo de trem americano com propulsão própria, utilizando mecanismos de relógio.
Os modelos de trens americanos eram mais resistentes, autênticos e sofisticados que os europeus. Entre 1860 e 1890, durante a "era dourada" das miniaturas de trens, muitos fabricantes adquiriam fama e chamaram a atenção do público, como por exemplo a Ives; Hull & Stafford; Althof Bergman & Co. e James Fallows. Entre a década de 1890 e o início da década de 1900, fabricantes americanos de brinquedos produziram réplicas de trens a preços bastante razoáveis permitindo que a maioria das famílias de classe média pudessem comprar esses modelos de trens para os filhos.
Com o aumento da demanda veio também a exigência de maior realismo e autenticidade por parte dos fabricantes. Não demorou para que o público demandasse mais do que apenas as locomotivas. Eles queriam comprar sistema completos e cada vez mais complexos, com pistas em vários formatos, carros de passageiros, vagões de carga e réplica de estações.

Enquanto isso, um fabricante de brinquedos alemão, Theodore Marklin, um dos mais bem-sucedidos da Europa, introduziu a primeira pista dividida em seções em forma de oito. Foi ele também quem produziu a primeira miniatura de trem movida à eletricidade na Europa.

A Lionel, empresa americana fundada no início da década de 1900 por Joshua Lionel Cohen, produziu as mais famosas réplicas de todas. A empresa começou fabricando pequenos motores elétricos para as pequenas réplicas, mas logo após a Primeira Guerra Mundial, tornou-se a maior fabricante de réplicas de trens. Uma das razões do sucesso era que os trens da Lionel eram mais realísticos que os de todas as outras, com motores potentes e construção resistente. Eles se tornaram o "padrão de excelência" americano para a construção de réplicas de trens. Além disso, a Lionel pintava seus trens com cores brilhantes e chamativas, que estimulavam compradores e colecionadores de todas as idades.
A American Flyer sobressaiu-se no mercado de réplicas com trens numa escala maior e mais baratos durante a década de 1920. Os seus trens de passageiros com decoração elaborada foram um grande sucesso. A Lionel, no entanto, surpreendeu oferecendo modelos ainda mais impressionantes. A American Flyer acabou por fechar em 1967. Depois da Segunda Guerra Mundial, as réplicas se tornaram ainda mais detalhistas e funcionais, o que foi muito apreciado por colecionadores. Adultos e jovens de hoje constroem desenhos tão realistas e elaborados que os observadores ficam encantados com os pequenos trens em movimento.

Com o passar do tempo, o modelismo em geral e o ferromodelismo em particular deixou de ser encarado como apenas um nicho na linha de produção de fábricas de brinquedos, exigindo dedicação exclusiva dos seus fabricantes. Na América do Sul, a empresa mais tradicional na produção de artigos de ferromodelismo é a Indústrias Reunidas Frateschi, fundada em 1958, comumente chamada simplesmente de Frateschi, localizada em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Maquetes no 3º Encontro de Ferreomodelismo de Cubatão

Kit para construir maquetes ferroviárias - Frateschi

Northlandz, a maior maquete ferroviária do mundo!

Situada perto de Flemington, Nova Jersey (Estados Unidos) e construída por Bruce Williams Zaccagnino, Northlandz é atualmente a maior maquete ferroviária do mundo. Levou 16 anos até ser terminada em 1997 e apresenta números impressionantes: as passarelas para o trânsito dos visitantes possuem quase 1 quilômetro de extensão, onde as pessoas podem observar mais de 8 quilômetros de pistas por onde circulam 100 miniaturas de trens. A maquete tem mais de 50.000 árvores, 3.000 edificações e 400 pontes espalhadas em diversos ambientes. O local recebe a visita diária de aproximadamente 2.100 pessoas.

Site oficial da Northlandz:

Vídeos sobre Northlandz:

Northlandz  A maior maquete ferroviária do mundo
(4:45)
Esta reportagem permite ter uma noção da dimensão da maior maquete ferroviária do mundo atualmente.

Uma experiência fotográfica – Northlandz
(4:28)
Este vídeo mostra os bastidores desta fantástica maquete ferroviária, acompanhando seu criador Bruce Williams Zaccagnino.

Northlandz - A maior maquete ferroviária do mundo
( New Jersey - Estados Unidos )
Imagem: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2610148/The-worlds-largest-model-railway-complete-100-trains.html 

100 trens em miniatura em Northlandz
Imagem: http://blog.daum.net/may1998/229 

Ferromodelismo X Trem em miniatura ou Ferrovia em miniatura

Estes dois conceitos podem parecer descrever a mesma coisa, mas delimitam distintas áreas dentro da paixão e da prática do mundo ferroviário em escala reduzida. Como sou simpatizante, mas não especialista no assunto, considero aceitáveis as seguintes definições simplificadas:

Ferromodelismo ou Ferreomodelismo:
Existência de uma ou mais linhas ferroviárias movidas por eletricidade e fixadas em uma maquete de madeira, que normalmente recebe adereços como túneis, pontes, edificações, vegetação, pessoas, entre outros, numa escala proporcional à do trem. Esta maquete varia de tamanho e permanece dentro de um ambiente fechado.

Ferrovia em miniatura (Miniature Railway) ou Ferrovia Leve (Light Railway):
Linha ferroviária em escala maior do que as miniaturas do ferromodelismo, mas inferior a uma ferrovia convencional. Localizada sempre em espaços abertos, permite o transporte de pessoas em passeios turísticos.

Vídeos:

Light Railway - Celeiro de Walt Disney
(10:17)

Um passeio na Rhyl Miniature Railway
(12:00)

Dr. Carl P. Levitt - Dentista e ferromodelista
( Maquete ferroviária em sua residência )
( Georgia - USA )

Clube Hi-Railers de New Jersey
( Paterson - Estados Unidos )

Strawberry Line ( Strawberry Mini Railroad ) Ferrovia em miniatura
( Avon Valley Country Park - Inglaterra )

Mizens Railway Society = Ferrovia em miniatura

Beer Heights Light Railway (BHLR) = Ferrovia Leve
( Devon - Inglaterra ) 

Rhyl Miniature Railway  = Ferrovia Leve
Denbighshire - Inglaterra )
Imagem: http://www.geoffspages.co.uk/raildiary/rhyl100.htm 

Vídeos:

Os ferromodelistas
(4:36)

Ferromodelismo resiste em São Paulo
(2:52)

Ferromodelista abre buraco na parede de casa para túnel ferroviário
(2:56)

Ferromodelismo em Campinas (SP)
(8:14)

Como montar uma maquete de ferromodelismo (Frateschi)
(18:45)

Hi-Railers Club (New Jersey - USA) – Maquete ferroviária

Loxx Berlim – Maquete ferroviária
(16:22)

Paixão pelos trens em miniatura

Fontes de referência:

Wikipédia
Ferromodelismo

Centro-Oeste Brasil
História do ferreomodelismo no Brasil

Ferromodelismo Brasil
Considerações sobre a construção de uma maquete ferroviária

Centro-Oeste Brasil
Dicas e técnicas pra maquetes de ferreomodelismo

Ferromodelismo Brasil

Daily Mail
Todos à bordo!
(Traduzido)

Wikipédia
Rhyl Miniature Railway
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